Enquanto o Brasil vive a expectativa pela vacina contra Covid-19, Joinville se prepara e monta um plano para receber o imunizante. O município, inclusive, já registrou a intenção de compra de dez freezers com capacidade de refrigeração de -80 graus para armazenar as doses.
Todos os insumos necessários para imunização de 100% da população também já estão previstos, assim como a logística e salas mapeadas para aplicar a vacina na população.
Há, também, orçamento definido de R$ 100 milhões para compra de vacinas no próximo ano.
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Vacinação já começou a ser aplicada em vários países do mundo; Brasil vive a expectativa – Foto: DivulgaçãoSegundo o secretário de Saúde de Joinville, Jean Rodrigues, os dez freezers serão suficientes para armazenar todo o estoque. Porém, eles ainda não foram comprados, mas o município é obrigado a fazer uma ata de registro de preço (intenção de compra) para quando for necessário fazer a aquisição.
A expectativa de Jean é que a vacina esteja disponível em Joinville no final de fevereiro de 2021.
Ainda segundo o secretário, Joinville já conta com os conservadores de vacina, equipamentos que ficam nas salas de imunização que estão próprios para armazenar a vacina durante a manipulação.
Por enquanto, o município segue o plano nacional de imunização, que prevê a seguinte ordem de vacinação. Abaixo, como seria a priorização em Joinville se seguisse o plano do Ministério da Saúde. Isto, claro, quando a Anvisa liberar a vacina no País. A tabela aponta a estimativa da população a ser vacinada.

O agendamento para vacinação dos grupos de risco será online, seguindo, mais uma vez, o plano do Ministério da Saúde.
“Nos preparamos para todos os imunizantes que constam no plano nacional. Vamos cumprir o regramento e trabalhar toda a capacidade de logística para fazer a vacinação“, reforça Jean Rodrigues.
São quatro vacinas que Joinville pode vir a receber do Governo Federal ou comprar, entre elas a da Pfizer e a CoronaVac.
Ainda segundo o secretário de Saúde, se o Ministério da Saúde der autonomia para os Estados e municípios comprarem as vacinas, o município vai poder montar seu próprio plano de vacinação: priorizar os grupos de risco, mas depois ampliar o escopo atingindo toda a população. Isto não quer dizer, no entanto, que o Ministério da Saúde não contemplaria toda a população, mas, neste momento, o quadro desenhado é o da tabela acima.
Uma das preocupações de Jean Rodrigues é com relação aos efeitos adversos da vacina após aplicação e outra é a falta de controle. Há vacinas sendo vendidas nos camelodromos do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. Isso, segundo ele, representa um risco.