Um dos legados inequívocos da pandemia será, infelizmente, a desmoralização de parte das referências médico-científicas que a humanidade tinha à mão.
A confusão de diretrizes propagandísticas atropelando a literatura acadêmica e um cerco feroz ao livre debate público por meio da censura e da perseguição deixarão marcas – principalmente porque todo esse avanço bruto esteve sempre envolto em embalagens éticas.
Pesquisadores identificam coronavírus em microscópio – Foto: PixabayEssas embalagens já estão sendo rasgadas por vozes como a do professor Ehud Qimron, chefe do Departamento de Imunologia da Universidade de Tel Aviv.“A verdade sobre a política do coronavírus está começando a ser revelada. Quando os conceitos destrutivos colapsam uma um, nada mais resta senão dizer aos peritos que lideraram a gestão da pandemia: nós avisamos”, escreveu o professor Qimron numa carta aberta ao Ministério da Saúde de Israel.
SeguirUma série de premissas grosseiras cujo mero questionamento ensejou tentativas de banimento agora começam a cair por terra, no entender do imunologista israelense.
“Vocês recusaram-se a admitir que a recuperação é mais protetorado que uma vacina, apesar dos conhecimentos e observações anteriores demonstrarem que as pessoas vacinadas são mais suscetíveis de serem infectadas do que as pessoas recuperadas. Recusaram-se a admitir que as pessoas vacinadas são contagiosas, apesar das observações. Com base nisso, esperavam alcançar a imunidade de rebanho através da vacinação – e falharam também nesse aspecto.”
A carta do professor Ehud Qimron é didática na exposição dos erros elementares das políticas de enfrentamento ao SarsCov2 –como a falsidade da premissa de que um vírus respiratório seria derrotado por ações humanas implacáveis.
“Vocês se recusaram a admitir que a infecção vem em ondas que desaparecem por si mesmas, apesar dos anos de observação e conhecimento científico. Insistiram em atribuir cada declínio de uma onda unicamente às suas ações, e assim, através de falsa propaganda, ‘venceram apeste’. E de novo derrotaram-na, e de novo e de novo e de novo.”
O chefe do Departamento de Imunologia da Universidade de Tel Aviv expõe a inexistência de um sistema eficaz de notificação dos efeitos adversos das vacinas e até esforços para omitir a ocorrência deles.
Tudo para impor diretrizes equivocadas de enfrentamento da pandemia que buscaram uma unificação irracional das medidas de proteção sanitária: “Insistiram em ignorar o fato de que a doença é dezenas de vezes mais perigosa para os grupos de risco e adultos mais velhos do que para os jovens que não estão em grupos de risco.” As mentiras estão ruindo. Todos os que as utilizaram para subjugar a população irão pagar.