Ao todo, oito municípios de Santa Catarina registram alta expressiva nos casos de diarreia, de acordo com a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). O balanço foi informado nesta segunda-feira (16).
Integram a lista as seguintes cidades: Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas, Navegantes, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo e Itapema – distribuídas pelo litoral do Estado, nas regiões do Litoral Norte e Grande Florianópolis.
Lacen analisa coletas para descobrir origem do aumentos de casos fora do normal – Foto: Arquivo/Marco Verch Professional Photographer/Flickr/Divulgação/NDGrande Florianópolis
Em Florianópolis, o cenário continua sendo considerado uma epidemia: o número de casos está bem acima da média de notificações registradas no período entre 2014 e 2019, segundo a Vigilância Epidemiológica Municipal.
SeguirAté então, 2.267 quadros de diarreia foram registrado em janeiro nas duas unidades sentinelas da Capital, as UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) Sul e Norte. A primeira concentra 640 casos, enquanto a segunda registrou 1627 notificações.
Segundo o Hospital Unimed, os casos envolvendo a gastroenterite aumentaram em 200% nas unidades de pronto atendimento adulto e infantil na Grande Florianópolis. Os dados referem-se aos primeiros dias de 2023, comparados ao mesmo período do ano passado.
Litoral Norte
Desde o 1º dia de 2023,Bombinhas registrou 404 casos de diarreia. De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, foram realizadas duas coletas de fezes para investigação do agente causador. O resultado deve sair em 15 dias.
Também no Litoral Norte, a prefeitura de Navegantes registrou 375 casos somente entre os dias 9 a 16 de janeiro. A situação está acima do normal e cresce desde o final do ano, destaca Pablo Sebastian Velho, secretário municipal de Saúde.
A reportagem não obteve retorno das prefeituras de Balneário Camboriú, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo e Itapema até o fechamento. O espaço está aberto.
Investigação em curso
O agente que está provocando a escalada de casos ainda é investigado pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina). Até esta segunda-feira (16) o órgão não concluiu as análises. É realizada a coleta de três a cinco amostras de fezes por semana em cada município.
As DDA (doenças diarreicas agudas) podem ser causadas por diferentes agentes: vírus, bactérias, fungos, sendo os mais comuns o rotavírus e o norovírus e a bactéria Escherichia coli. De forma geral, os casos são leves e podem durar até 14 dias.
Alguns comportamentos que podem causar a doença são: a ingestão de água, gelo ou de alimentos contaminados, de procedência desconhecida; consumo de carnes, pescados e/ou marisco crus ou malcozidos; alimentos sem conservação necessária; banhos em águas de praias impróprias/poluídas; contato direto com uma pessoa doente; e falta de higiene, como a lavagem frequente das mãos.