Ômicron: especialistas não recomendam máscaras de pano ou cirúrgicas; entenda

O pesquisador brasileiro Vitor Mori explica que como o vírus é mais transmissível, as medidas de proteção têm que acompanhar o risco

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Redação ND Florianópolis

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Em meio a muitas incertezas durante esta pandemia de Covid-19, os cientistas tem afirmado com segurança que a variante Ômicron é a mais transmissível das cepas.

Dessa forma, diante da explosão de casos da doença relatados nos últimos dias, as máscaras cirúrgicas e de pano não são suficientes para garantir proteção das pessoas. As informações são do site O Globo.

Máscara PFF2 é a mais eficiente contra a Covid-19 – Foto: Reprodução/ YoutubeMáscara PFF2 é a mais eficiente contra a Covid-19 – Foto: Reprodução/ Youtube

De acordo com o pesquisador na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos e membro do Observatório Covid-19 BR, Vitor Mori, o vírus tem um padrão: se transmite da mesma forma e tem o mesmo tamanho.

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Porém, há variáveis que ainda não foram totalmente dimensionadas: se pessoas infectadas carregam ais vírus, se a localização da carga viral facilita o caminho, ou se a quantidade de vírus necessária para infecção é menor.

Para Mori, como o vírus é mais transmissível, as medidas de proteção têm que acompanhar o risco. “Faz sentido usar uma máscara melhor”, explica.

Máscaras mais seguras

De acordo com o pesquisador, a máscara mais segura é a PFF2, de preferência com a tira na cabeça, mas aquela que prende atrás da orelha também é uma boa opção.

Logo na sequência vem a KN95, que é uma equivalente à PFF2, mas sem os mesmos certificados.

Se nenhuma dessas estiver disponível, é recomendável utilizar a máscara cirúrgica com uma de pano por cima, nessa ordem, pois a cirúrgica vai filtrar e a de pano terá o papel de ajustá-la melhor.

A última opção é a cirúrgica bem ajustada, ou a de pano, com, no mínimo, duas camadas.

O pesquisador alerta que essas duas opções representam risco grande em espaços fechados com muita gente. Ele indica ainda que é preciso desmistificar a PFF2. A máscara não é tão cara e pode ser encontrada em farmácias, lojas de material de construção ou EPI e ser reutilizada várias vezes.

De qualquer maneira, é importante levar em consideração dois pontos importantes dos equipamentos: o ajuste e a filtração. De nada adianta ser a PFF2 se o ar sair pelas laterais.

Ou mesmo a de pano bem ajustada, mas com tecido de tricô. Outro fator a ser levado em conta é o conforto, para que a máscara seja corretamente utilizada, pelo tempo necessário.

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