OMS anuncia estratégia unificada contra varíola dos macacos; confira medida

Somente este ano entre os dias 1° de janeiro e 15 junho 2.103 casos foram confirmados em 42 países

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Redação ND Florianópolis

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) comunicou neste sábado (18) que vai tirar a distinção entre países endêmicos e não endêmicos de varíola dos macacos. De acordo com a organização, a medida é para facilitar a resposta unificada ao vírus.

A OMS quer tirar a classificação de países endêmicos e não endêmicos, unificando os dados – Foto: Reprodução/Telam/NDA OMS quer tirar a classificação de países endêmicos e não endêmicos, unificando os dados – Foto: Reprodução/Telam/ND

“Estamos eliminando a distinção entre países endêmicos e não endêmicos, informando sobre os países juntos sempre que for possível, para refletir a resposta unificada necessária”, diz o comunicado divulgado neste sábado no site da OMS.

Casos podem estar subestimados

Em 2022, entre os dias 1º de janeiro e 15 de junho, 2.103 casos foram confirmados, segundo a OMS. Os registros foram feitos em 42 países. A OMS considera que o número de casos seja ainda maior.

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“É provável que o número real de casos permaneça subestimado. Isso pode ocorrer em parte devido à falta de reconhecimento clínico precoce de uma doença infecciosa que se pensava ocorrer principalmente na África Ocidental e Central, uma apresentação clínica não grave para a maioria dos casos, vigilância limitada e falta de diagnósticos amplamente disponíveis”, disse a organização.

De acordo com a OMS a varíola dos macacos tende a ser mais branda – Foto: Reprodução/Internet/NDDe acordo com a OMS a varíola dos macacos tende a ser mais branda – Foto: Reprodução/Internet/ND

Doença mais branda

O site da OMS explica que a varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) causa uma doença mais branda do que a varíola ‘smallpox’, que foi erradicada na década de 80.

Há duas cepas endêmicas da ‘varíola dos macacos’ em circulação no planeta atualmente. A cepa endêmica na África Ocidental, que tem uma taxa de letalidade de 1% a 3%, é a que tem sido responsável pelo surto atual em outros países.

A outra cepa também endêmica em alguns países africanos, originária do Congo, é considerada mais perigosa com taxa de letalidade de até 10%.

Até o momento a OMS avalia a doença como de risco moderado, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endêmicos e muito distantes entre si.

Na próxima quinta-feira (23), a organização deve se reunir para avaliar se o surto atual representa uma “emergência de saúde pública de importância internacional”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em sua rede social.

A pandemia do novo coronavírus, por exemplo, foi declarada emergência de saúde pública de importância internacional pela OMS em janeiro de 2020.

* Com informações da Agência Brasil.

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