OMS: resultados de vacina da AstraZeneca são encorajadores

Cientista-chefe da organização afirma que o imunizante tem "enormes" vantagens logísticas por exigir temperatura de armazenamento mais simples de se alcançar

Estadão Conteúdo São Paulo

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) vê como “encorajadores” os resultados divulgados nesta segunda-feira (23), pela AstraZeneca, sobre sua vacina contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford.

A vacina de Oxford  tem vantagens por não exigir temperaturas baixíssimas de armazenamento – Foto: ReproduçãoA vacina de Oxford  tem vantagens por não exigir temperaturas baixíssimas de armazenamento – Foto: Reprodução

Em coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, avaliou que o imunizante tem “enormes” vantagens logísticas por conta de sua temperatura de armazenamento, mais simples de se alcançar do que de outras vacinas com resultados divulgados.

“As boas notícias são que vacinas contra Covid-19 se mostram possíveis de se fazer”, afirmou Swaminathan.

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A menor eficácia da vacina da AstraZeneca, de 62% em alguns casos, não foi vista como um problema, ainda ficando acima do padrão mínimo estabelecido. Durante a coletiva, foi reforçado que a OMS espera atingir a imunização por meio de mais de uma vacina.

“Conseguimos o apoio político do G20 para a distribuição global das vacinas, esperamos também o financeiro”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Segundo ele, são necessários no momento US$ 4,3 bilhões para a iniciativa de entrega de imunizantes, valor que será de US$ 23,8 bilhões em 2021.

As soluções bem aplicadas e de forma rápida poderiam gerar um incremento na renda global de US$ 9 trilhões até o final de 2025, afirmou, citando estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sobre a vacina

Desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca – a vacina de Oxford é composta por adenovírus, vírus que causa o resfriado comum, enfraquecido, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos.

É uma tecnologia que nunca foi usada. Está sendo testada no Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em 5 mil voluntários desde o dia 20 de junho.

O laboratório Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, produzirá a vacina no Brasil segundo acordo firmado pelo Ministério da Saúde. Caso seja aprovada, serão 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões no primeiro semestre de 2021.

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