OMS suspeita que transmissão da varíola dos macacos ‘passou despercebida’

A chegada do vírus à Europa, América do Norte e Oriente Médio causou preocupação nas últimas semanas e o temor de uma nova pandemia

Redação ND Florianópolis

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Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (1°), a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou a suspeita de que a transmissão da varíola dos macacos possa ter passado despercebida. A chegada do vírus à Europa, América do Norte e Oriente Médio causou preocupação nas últimas semanas e o temor de uma nova pandemia.

Foram registrados mais de 550 casos em 30 países nos quais a doença não é endêmica – Foto: Reprodução/Telam/NDForam registrados mais de 550 casos em 30 países nos quais a doença não é endêmica – Foto: Reprodução/Telam/ND

Para o diretor da OMS, Tedros Adhanom, o surgimento da varíola dos macacos em diferentes países no mesmo período sugere que a transmissão não foi detectada durante certo tempo.

Desde o início do surto atual de casos há cerca de um mês, foram registrados mais de 550 casos em 30 países nos quais a doença não é endêmica.

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“A OMS estimula os países afetados a ampliar a vigilância e a rastrear os casos em suas comunidades”, advertiu Tedros, que ressaltou que qualquer um pode ser infectado pelo vírus em caso de contato próximo com um doente.

Mesmo que a organização espere um aumento no número de casos, ainda não se pode falar de pandemia. “Trata-se de uma onda de casos, e as ondas podem ser interrompidas”, explica Rosamund Lewis, responsável técnica da OMS.

De acordo com a doutora Lewis, embora a onda atual não tenha causado mortes, o vírus causa óbitos todos os anos no continente africano.

O vírus da varíola dos macacos apresenta similaridades com o da varíola humana, erradicada desde os anos 1980, quando foram encerradas as campanhas de vacinação.

França confirmou 16 casos

No domingo (29) a França registrou 16 casos confirmados de infecção pela varíola. Desses, 12 foram detectados na região do parisiense.

Vacina de doença erradicada nos anos 80, pode representar proteção contra varíola do macaco – Foto: CDC/Divulgação/NDVacina de doença erradicada nos anos 80, pode representar proteção contra varíola do macaco – Foto: CDC/Divulgação/ND

A ministra da Saúde do país, Brigitte Bourguignon, indicou que não se esperava uma onda da doença, mas que o país tinha reservas suficientes de vacinas para casos de contato.

Duas pessoas que foram consideradas em contato com a varíola dos macacos foram vacinadas em Paris, segunda a Direção-Geral da Saúde.

O que a Anvisa recomenda?

A Anvisa reforça medidas já vigentes em aeroportos, destinada a proteger os indivíduos contra doenças. Até o momento eles não recomendam o isolamento como medida de enfrentamento à varíola dos macacos.

Lembrando que o vírus pode ser transmitido através do contato próximo com uma pessoa ou animal infectado, ou com material contaminado com o vírus.

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