De acordo com a IOF (Fundação Internacional da Osteoporose), uma em cada três mulheres com mais de 50 anos sofrerão uma fratura por conta da fragilidade óssea. Por isso, o Dia Mundial de Combate à Osteoporose (20) busca conscientizar sobre a doença.
Em mulheres, risco de osteoporose é maior devido à questão hormonal – Foto: Divulgação/Ortoclini/NDA doença é silenciosa, caracterizada pela redução na densidade e na qualidade óssea, e tem como consequência mais grave a ocorrência de fraturas por fragilidade, particularmente no antebraço, coluna e no quadril.
A incidência maior em mulheres ocorre por vários fatores, segundo a ginecologista Adriana Orcesi Pedro, presidente da Comissão Nacional Especializada em Osteoporose da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia).
Seguir“Destacam-se mudanças hormonais ocorridas na menopausa, pela parada da produção dos esteróides sexuais pelos ovários. No hipoestrogenismo, há um aumento do número e da sobrevida de osteoclastos, responsável pela reabsorção óssea, o que acarreta maior perda óssea predispondo a osteoporose e fratura por fragilidade”, explica.
Diagnóstico
A médica reforça a importância do diagnóstico precoce com a identificação de fatores de risco e, se indicado, a realização do exame de densitometria óssea. Uma vez diagnosticada, há uma variedade de tratamentos medicamentosos eficazes que deverão ser individualizados e contínuos.
As principais indicações para realizar densitometria óssea são:
- Mulheres com idade ≥ 65 anos e homens com idade ≥70 anos;
- Mulheres na pós-menopausa < 65 anos de idade e homens (50 a 70 anos)
- com fatores de risco;
- Adultos com fraturas de fragilidade;
- Adultos com doença ou condição associada a perda de massa óssea;
- Adultos em uso de medicações associadas com baixa massa óssea ou perda
- óssea;
- Pacientes onde a terapia farmacológica esteja sendo considerada;
- Pacientes em tratamento, a fim de monitorar a eficácia da terapêutica.
Tratamento
O ginecologista e o obstetra têm um importante papel em promover a saúde óssea em fases da vida da mulher, que requerem maior atenção e cuidado, consequentemente assumindo uma posição decisiva no diagnóstico, prevenção e tratamento da osteoporose.
“O tratamento deverá envolver cuidados como a orientação nutricional com ingestão de alimentos ricos em cálcio ou suplementação quando necessário, de acordo com as recomendações de adequação alimentar”, destaca a médica.
Ainda segundo a médica, a vitamina D deverá ser checada e suplementada quando necessário em pessoas de alto risco e naquelas que receberam tratamento farmacológico para osteoporose.
A atividade física deverá ser realizada de forma persistente e progressiva, respeitando a capacidade motora e cardiovascular dos pacientes. Outras medidas são fundamentais, como as orientações para se evitar hábitos de vida danosos à saúde óssea e a prevenção de quedas.
No paciente de alto risco para fratura, além das medidas gerais, deverá receber o tratamento farmacológico com agentes antirreabsortivos que são efetivos em diminuir o risco de fratura.
Ferramenta para prevenção e detecção precoce
Preocupada com os fatores de risco que contribuem para ocorrência da doença, a IOF criou uma ferramenta online para ajudar a população a conhecer os fatores de risco que podem predispor ao surgimento da doença: o questionário de Verificação de Risco de Osteoporose.
Trata-se de uma rápida e dinâmica enquete programada para combinar diferentes marcadores biológicos e de hábitos de vida a fim de alertar os indivíduos sobre os riscos para osteoporose e a necessidade de buscar orientação médica.
O resultado chega por e-mail, e o paciente pode imprimi-lo e levá-lo ao médico para obter informações sobre diagnóstico, prevenção e tratamento.