Paciente com suspeita de varíola dos macacos no Oeste de SC está ‘recuperada dos sintomas’

A paciente é uma mulher de 27 anos, moradora de Dionísio Cerqueira, que iniciou os sintomas em 24 de maio

Foto de Valeria Cenci

Valeria Cenci Chapecó

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A Secretária de Saúde do município de Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, informou que a mulher com suspeita de varíola de macaco já está recuperada dos sintomas. A paciente é uma mulher de 27 anos que iniciou os sintomas em 24 de maio.

Os doentes com varíola dos macacos desenvolvem uma erupção na pele que pode formar bolhas – Foto: ReproduçãoOs doentes com varíola dos macacos desenvolvem uma erupção na pele que pode formar bolhas – Foto: Reprodução

A vítima apresentava lesões de pele por todo o corpo, acompanhadas de disfagia, que é a dificuldade de engolir alimentos e líquidos. Além disso, a mulher relatou dores musculares, diminuição da força física, febre e aumento dos gânglios linfáticos.

A secretária informou ainda que ninguém que esteve com a mulher apresentou qualquer sintomas. O caso segue sob investigação, já que aguarda o resultado dos exames clínicos, os quais não tem previsão de resultado.

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As investigações estão sob responsabilidade das Secretarias Municipais de Saúde, Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, Laboratório Central de Santa Catarina (Lacen/SC) com apoio do Ministério da Saúde.

Brasil tem oito casos suspeitos

Em todo o país, há oito casos suspeitos de varíola dos macacos (havia nove, mas um já foi descartado, no Ceará). Entre eles, cinco são do sexo masculino, com idades entre 15 e 51 anos; e três do feminino, entre 25 e 27 anos.

Segundo informações da Sala de Situação da doença no Ministério da Saúde, dois casos estão sendo monitorados em hospitais.

A integrante do comando da sala, Patrícia Carvalho, afirmou nesta quarta (8) que, entre os oito casos suspeitos, dois encontram-se em Santa Catarina, nos municípios de Blumenau e Dionísio Cerqueira. Outros dois estão sob acompanhamento em Rondônia. “Trata-se de um casal de Rio Crespo (RO)”, disse.

Há outro caso suspeito em São Paulo (capital); um em Pacatuba (CE); um em Porto Alegre; e um em Corumbá (MT). Segundo Patrícia, o caso suspeito em Corumbá é de um boliviano, que está internado e sendo acompanhado no Brasil.

Ainda sobre os casos avaliados, Patrícia informou que três têm históricos de viagem para fora do Brasil: Portugal, Argentina e Bolívia são os países visitados pelos pacientes.

A doença pelo mundo

De acordo com autoridades brasileiras, atualmente 1.077 casos da varíola dos macacos foram confirmados em pelo menos 31 países.

“Essa doença é um evento incomum e inesperado em áreas não endêmicas. Trata-se de um agente com alto potencial de transmissão por contato através de gotículas, principalmente por fluidos corporais, e existe a necessidade de assegurar a assistência – o que inclui tratamento, capacidade laboratorial, equipamentos de proteção, e descontaminação”, disse a representante da Secretaria de Vigilância de Saúde, Janaína Sallas.

Patrícia Carvalho destacou, também, a importância de se notificar, o quanto antes, casos suspeitos que apresentem sinais e sintomas como febre, erupção cutânea e adenomegalia (uma espécie de íngua). Como  medida de prevenção, ela sugere o uso de máscaras e a lavagem de mãos.

Histórico

A varíola dos macacos foi descoberta pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colônias de macacos mantidos para pesquisa.

O primeiro caso humano dessa variante foi registrado em 1970, no Congo. Posteriormente, foi relatada em humanos em outros países da África Central e Ocidental.

Após mais de 40 anos sem relatos de casos, a varíola dos macacos ressurgiu na Nigéria em 2017. Desde então, houve mais de 450 casos relatados no país africano.

Entre 2018 e 2021, foram relatados sete casos de varíola dos macacos no Reino Unido, principalmente em pessoas com histórico de viagens para países endêmicos.

*Com informações da Agência Brasil