Pacientes com danos respiratórios por Covid -19 têm entre 36 e 50 anos, diz médica de SC

Elaine Caon, do Hospital da UFSC, afirma que com a diminuição da média de idade dos pacientes, além da evolução da doença em todo o país, é necessário manter cuidados mesmo com a vacinação

Redação ND Florianópolis

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A média de idade de pacientes com problemas respiratórios está entre 36 e 50 anos, alerta a chefe do Unidade do Sistema Respiratório do HU (Hospital Universitário) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Elaine Cristina Caon de Souza Bulsing.

Média de idade de pacientes com problemas respiratórios diminuiu em Florianópolis, alerta médica do HU da UFSC – Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados/NDMédia de idade de pacientes com problemas respiratórios diminuiu em Florianópolis, alerta médica do HU da UFSC – Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados/ND

Considerando a redução da idade média dos pacientes com problemas respiratórios, que era de 70 anos, além da evolução da Covid-19 em todo o país e o surgimento de novas cepas, Elaine reforça que é necessário manter os cuidados mesmo com a vacinação.

“Mesmo quem já foi vacinado precisa manter o isolamento sempre que possível, lavar as mãos frequentemente e evitar aglomeração”, afirmou, acrescentando que ainda é preciso novos estudos para identificar o efeito das vacinas sobre as novas variantes do vírus. “Não é hora de relaxar, é preciso manter os cuidados para evitar a disseminação da Covid-19.”

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Elaine Caon explicou que várias atividades do Serviço de Pneumologia, como os exames respiratórios para pacientes não internados, foram suspensas para focar no atendimento a pacientes com Covid-19. A equipe de pneumologia recebe pacientes mais graves encaminhados pela Emergência com o oxigênio baixo e que geralmente ficam internados.

“Antes, eram pacientes na faixa de 70 anos, hoje, atendemos pacientes na faixa de 36 a 50 anos”, disse a pneumologista, explicando que estes pacientes são tratados com cateter, máscara para respiração, ventilação mecânica e intubação, quando necessário, em tratamento intensivo.

A especialista ressaltou que o sintoma mais comum dos pacientes que evoluem para quadros graves é a sensação de esgotamento físico ao executar tarefas cotidianas.

“Alguma atividade que o paciente fazia normalmente, como se levantar durante a noite ou erguer um objeto, mas que está sendo feito com cansaço, é um sinal que deve preocupar”, disse, reforçando que é preciso procurar orientação de profissionais de saúde sempre que necessário.

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