Moradores de Joinville, no Norte de Santa Catarina, reclamam da falta de veículos para o atendimento a pacientes acamados na cidade.
Thaiane Araújo conta que a tia dela, de 83 anos, teve meningite quando criança e, por isso, está acamada, sem conseguir nem mesmo sentar. Por isso, a idosa que mora no bairro Itaum precisou receber as doses da vacina contra a Covid-19 em casa.
Moradores reclamam de falta de veículos para atendimento a pacientes em Joinville – Foto: Google Maps/ReproduçãoO problema é que a aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca estava marcada para o dia 3 de junho, mas por causa da falta de veículo para levar os profissionais de saúde à residência, a paciente recebeu a dose com atraso, no dia 11 de junho.
SeguirA situação também ocorreu com pacientes de outras regiões da cidade, como em Pirabeiraba, na zona Norte, e no Petrópolis, na zona Sul, prejudicando o atendimento.
O que diz a prefeitura
Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Joinville, a situação ocorreu no contexto de uma adaptação na disponibilidade dos veículos na administração municipal.
Antes, os carros ficavam disponíveis o tempo todo para as unidades o que, de acordo com a prefeitura, acabava por gerar prejuízo aos cofres públicos, já que os veículos ficavam “parados” quando não havia demanda.
Agora, o município fez um estudo para verificar a real necessidade de veículos em cada local. No novo modelo, os automóveis estão divididos por região e é preciso agendar o uso deles quando necessário. Com isso, conforme a prefeitura, a falta de veículos foi algo pontual, causada pelo adaptação ao novo modelo.
Ainda de acordo com a assessoria, um pregão eletrônico será aberto na próxima quinta-feira (17) para a contratação de veículos. A previsão é que a quantidade de carros necessários diminua, mas ainda não há uma estimativa exata.