O novo boletim InfoGripe da FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz) apresentou “patamar elevado” de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em crianças. O documento leva em conta dados coletados de 24 a 30 de julho.
FioCruz aponta patamar elevado de SRAG em crianças – Foto: Unsplash/Divulgação/NDSegundo o informe, em Santa Catarina há sinal de queda lenta da doença na população adulta. Os pesquisadores definiram que a situação indica que o “cenário ainda é instável e exige cautela”. O mesmo comportamento da doença também foi registrado no Rio Grande do Sul.
O dado é similar ao da semana passada, que também apontava crescimento dos casos em crianças.
SeguirSegundo dados laboratoriais e por faixa etária, o cenário de crescimento foi decorrente do aumento nos casos de Covid-19. Apenas no Rio Grande do Sul observou-se aumento significativo também nos casos positivos para Influenza (gripe) H3N2, embora em volume significativamente inferior àquele associado à Covid-19.
Dados nacionais
O informe indica que apenas oito dos 27 estados apresentam crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas): Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Roraima e Sergipe.
Os demais estados e o Distrito Federal apresentam estabilidade ou queda a longo prazo. A análise das curvas de cada estado indica que, na maioria dos estados da metade sul do País (sudeste, sul e centro-oeste), encontram-se em situação de estabilidade ou queda, exceto no Mato Grosso, que mantém crescimento.
No Nordeste, a maioria dos estados apresenta sinais de interrupção de crescimento, com alguns estados já indicando início de queda. Em contrapartida, no Norte ainda há sinais de crescimento no AM, AP, PA e RR, embora com indicativo de desaceleração no AM e PA.
Capitais
O documento indica que Florianópolis continua com nível muito alto de transmissão comunitária de SRAG. O cenário também se repete em Belo Horizonte.
Pelos indicadores de transmissão comunitária, apenas duas capitais integram macrorregiões de saúde que apresentam incidência de casos semanais abaixo do nível considerado alto, porém apenas uma capital encontra-se em macrorregião em nível extremamente alto.
Das 27 capitais, uma está em macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico (São Luís), uma está em macro em nível epidêmico (Palmas), 23 estão em macros em nível alto (Aracaju, Belém, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Teresina e Vitória).