Pesquisa avalia impactos da Covid-19 na saúde dos chapecoenses

Os estudos serão realizados com pessoas que contraíram o vírus e com aqueles que não foram infectados para identificar as consequências na mente e no corpo

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Redação ND Chapecó

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As sequelas que a Covid-19 deixa no corpo e na mente  das pessoas ainda envolve uma série de dúvidas. Em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, duas pesquisas estão sendo realizadas com pacientes que foram infectadas e com pessoas que não tiveram a doença para identificar o comportamento do vírus. A coleta de dados inicia nesta semana em ambos os estudos.

Pessoas infectadas e que não tiveram contatos com o vírus serão entrevistadas – Foto: Freepik/DivulgaçãoPessoas infectadas e que não tiveram contatos com o vírus serão entrevistadas – Foto: Freepik/Divulgação

A agente policial Talita Liliane de Souza e o autônomo Alan da Silva são voluntários na pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de São Paulo em parceria com o Laboratório Brasil, em Chapecó.

Cerca de 200 voluntários serão entrevistados para o estudo que é realizado em outras 132 cidades do país. A pesquisa será realizada nas próximas três semanas. Além do questionário, também será feita coleta de sangue para os testes clínicos.

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“É interessante fazer esse comparativo com pessoas de diferentes idades para identificar quem já pegou o vírus e não teve sintomas”, avalia Talita. A técnica em análises clínicas, Janete da Luz, explica que a pesquisa será desenvolvida com pessoas de diferentes bairros divididos em 25 regiões de Chapecó.

Impactos psicológicos

Outra pesquisa que está em andamento no município é desenvolvida pela UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), em parceria com a Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense), em Criciúma. No Sul do Estado mais de 225 pessoas já são voluntárias.

A pesquisa avaliará as sequelas psicológicas após a pandemia da Covid-19 – Foto: Arquivo/Pixabay/Divulgação/NDA pesquisa avaliará as sequelas psicológicas após a pandemia da Covid-19 – Foto: Arquivo/Pixabay/Divulgação/ND

Ao todo as duas universidades pretendem entrevistar mais de 600 pessoas. Podem participar pessoas que tiveram a doença nos últimos 60 dias e quem não foi infectado pela Covid-19. Os voluntários responderão um questionário, coletar sangue e fezes e realizar uma bateria de testes.

Zuleide Maria Ignácio, coordenadora da pesquisa, explica que a intenção é verificar se os parâmetros biológicos têm relação com alguma alteração na saúde mental.

Silvio José Batista Soares, psicólogo e estudante de medicina, pontua que por meio do estudo será possível avaliar, de fato, como a pessoa entrevistada estava antes e como está depois da pandemia.  “Poderemos identificar, por exemplo, se ela teve prejuízos no sono, desenvolveu depressão ou estresse”.

*Com informações do repórter Rodrigo Gonçalves da NDTV Chapecó

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