A professora do Departamento de Fisioterapia e dos programas de pós-graduação em Ciências do Movimento Humano e em Fisioterapia da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), Anelise Sonza, publicou dois estudos sobre o impacto da pandemia de Covid-19 nos hábitos de vida da população de diferentes países.
Pesquisa brasileira aponta queda na prática de exercícios durante pandemia – Foto: Leo Munhoz/NDO artigo “Brasil antes e durante a pandemia de Covid-19: impactos na prática e hábitos de exercícios físicos” foi publicado pela PubMed, da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA e envolveu 1.845 brasileiros com idades a partir de 18 anos.
A pesquisa teve como objetivo investigar o impacto na prática e nos hábitos de exercício físico durante o isolamento social da Covid-19, tentando abranger todas as regiões do país, com suas diferenças sociais e econômicas.
SeguirResultados da pesquisa
O comportamento sedentário aumentou de 14,9% para 29,8% e entre os ativos, a frequência por semana e a duração da prática dos exercícios diminuíram significativamente.
A motivação para praticar exercícios também mudou considerando o desempenho e a saúde antes e durante a pandemia, respectivamente de 10% para 5,6% e 72,4% para 79,1%.
Outra perspectiva analisada demonstra que os entrevistados passaram a se exercitar menos à noite e mais à tarde, respectivamente 33,7% para 25,3% e 19,1% para 31,5%.
Em geral, a prática de exercícios correlacionados antes e durante a pandemia foram altamente afetados, mudando e influenciando na frequência, duração, motivação e período de exercícios.
Outro estudo intitulado “O lockdown da Covid-19 e a mudança de comportamento no exercício físico, dor e bem-estar psicológico: um estudo multicêntrico internacional” também é resultado de um estudo realizado por Anelise e foi realizado no Brasil e mais cinco países europeus: Itália, França, Portugal, Espanha e Alemanha.
Os pesquisadores destacam a utilização destes resultados para criar medidas, como programas de exercícios domiciliares, para evitar os danos de comportamentos sedentários e o impacto na saúde mental durante e após a pandemia.