Atuação das prefeituras da Grande Florianópolis piorou no combate à pandemia, diz pesquisa

Momentos difíceis enfrentados na região nas duas últimas semanas tiveram reflexos na percepção dos 900 entrevistados do levantamento

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Os momentos difíceis enfrentados pelas prefeituras de Grande Florianópolis nas duas últimas semanas tiveram reflexos na percepção dos 900 entrevistados da pesquisa A Grande Florianópolis e a Covid 19. Realizado pela Lupi & Associados entre os dias 21 e 23 de julho em Florianópolis, Biguaçu, São José e Palhoça, o levantamento do Grupo ND revela que as prefeituras ainda tem a confiança da população no enfrentamento a pandemia do novo coronavírus.

Avaliação Geral da prefeituras de Grande Florianópolis. Reprodução Lupi & AssociadosAvaliação Geral da prefeituras de Grande Florianópolis. Reprodução Lupi & Associados

A pesquisa da Lupi & Associados procurou saber a opinião dos entrevistados a respeito da atuação da prefeituras, inicialmente em geral, e depois, especificamente, com os entrevistados de cada cidade. A pesquisa tem margem de erro de 3% (para mais ou para menos), com coeficiente de segurança de 95%. Em geral, a atuação das prefeituras durante pandemia teve 85,3% de aprovação, sendo 62,4% como Ótima e Boa e 22,9% como regular, e apenas 14,6%, como Ruim e Péssima.

Em relação ao mês anterior, os percentuais revelam uma queda na soma dos conceitos positivos (de 75,6% para 62,4%) e uma elevação na soma dos conceitos negativos (de 9,2% para 14,6%). Houve também uma pequena elevação do conceito Regular (15,2% para 22,9%). De acordo com o coordenador da pesquisa, Paulo Pedroso, a queda se explica pela “chegada” da doença, a partir da quase lotação dos hospitais, mas a elevação do conceito Regular mantém a aprovação do trabalho realizado pelas prefeituras.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir
Avaliação da atuação da prefeitura de Florianópolis. Reprodução: Lupi & AssociadosAvaliação da atuação da prefeitura de Florianópolis. Reprodução: Lupi & Associados

Avaliadas separadamente, as quatro prefeituras da Grande Florianópolis apresentaram a mesma tendência: queda dos conceitos positivos Ótima e Bom; e elevação do conceito Regular e dos conceitos negativos Ruim e Péssima.

Com 426 entrevistados, a avaliação da atuação da Prefeitura de Florianópolis teve a menor queda dos conceitos positivos (78,5% para 67,8%) e a maior elevação dos conceitos negativos (4,1% para 13,8%), mas quase não teve alteração no conceito Regular (17,4% para 18,5%).

Avaliação da atuação da prefeitura de Biguaçu. Reprodução: Lupi & AssociadosAvaliação da atuação da prefeitura de Biguaçu. Reprodução: Lupi & Associados

Com a menor amostra – 80 entrevistados – Biguaçu apresentou a maior alteração em relação ao último mês do conceito Regular, que saltou de 8,3% para 23,8%, enquanto houve um pequeno decréscimo nos conceitos negativos (22,2% para 20,1%).

O conceito Regular também é o percentual que chama atenção na avaliação da atuação da prefeitura de Palhoça, saltando de 16,7% para 29,3%, enquanto houve uma elevação dos conceitos negativos, de 12% para 16%., segundo a opinião de 150 entrevistados.

Avaliação da atuação da prefeitura de Palhoça. Reprodução Lupi & AssociadosAvaliação da atuação da prefeitura de Palhoça. Reprodução Lupi & Associados

Situação muito semelhante pode ser vista na avaliação da atuação da prefeitura de São José, que teve 242 entrevistas. O conceito Regular teve uma salto de 12,5% para 26,4%, e ainda é possível perceber uma pequena elevação dos conceitos negativos (12,9% para 13,6%), em contraponto a queda nos conceitos positivos (74,6% para 59,9%).

Avaliação da atuação da prefeitura de São José. Reprodução Lupi & AssociadosAvaliação da atuação da prefeitura de São José. Reprodução Lupi & Associados

Emoções

A pandemia do novo coronavírus tem mexido com as emoções dos catarinenses. Seis percentuais chamaram atenção no terceiro levantamento da pesquisa A Grande Florianópolis e a Covid 19.

De acordo com os entrevistados, 51,4% nunca sentiram solidão, enquanto outros 48,4% revelaram sentir tristeza ocasionalmente. Outros sentimentos apontados com a frequência de muitas ocasiões foram a insegurança (30,7%), a angústia e a ansiedade (29,1%), stress e o cansaço (30,6%) e a tensão e a preocupação (35,9%).

Reprodução Lupi & Associados –Reprodução Lupi & Associados –

Já a questão física não tem demonstrado alterações significativas ao longo dos últimos três meses, mas pela primeira vez, o percentual de quem engordou (40,9%) superou o de quem mantém o peso (40,2%), enquanto os percentuais de quem emagreceu (8,9%) e de quem não tem controlado o peso (10,0%) foram pouco alterados.

Reprodução Lupi & AssociadosReprodução Lupi & Associados

A atividade física acompanha essa mesma tendência, embora tenha havido uma pequena elevação de quem se exercita diariamente (13,2% para 16,8%), uma queda no percentual de quem não faz atividade física (46,6% para 44,7%). Entre aqueles que fazem atividade física, 16,8% se exercitam todos os dias, 19,4% até três vezes por semana e 19,1% menos de três vezes por semana. Já aqueles que não se exercitam são 44,7%.

Reprodução Lupi & Associados –Reprodução Lupi & Associados –

Metodologia

As entrevistas foram distribuídas por quatro municípios da Grande Florianópolis. Dos 900 entrevistados, 464 são mulheres (51,6%) e 436 (48,4%) homens, com idade acima dos 16 anos. As faixas etárias com maior número de entrevistados são 35 a 44 anos (26,0%), 25 a 34 anos (25,7%) e de 45 a 54 anos (21,0%). Somente 11,8% dos entrevistados têm de 16 a 24 anos, enquanto 15,6% têm mais de 60 anos ou mais.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Paulo Pedroso, o levantamento ressalta com fidelidade o atual momento vivido em Santa Catarina. “A população está coerente com o que está acontecendo. Nos meses anteriores, o temor das pessoas estava baseado na percepção nacional da crise. Agora, o problema chegou de vez em Santa Catarina”, avalia.

Segundo Pedroso, essa percepção de que a crise de saúde pública chegou começou a ter reflexos na avaliação da atuação dos prefeitos nas quatro principais cidades da Grande Florianópolis, embora todos os quatro ainda tenham uma avaliação positiva. “A pesquisa mostra que os prefeitos estão com a mão mais certa, mas agora a doença chegou”, explica.