Polícia de Blumenau encerra investigação de vacina em idosa morta em 2018; veja conclusão

Delegacia de combate à corrupção apresentou conclusão sobre o caso que ocorreu no mês de abril

Redação ND Blumenau

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A Polícia Civil encerrou as investigações sobre o caso da vacina que teria sido aplicada em uma pessoa com o nome de uma idosa falecida em 2018 em Blumenau. De acordo com o delegado Lucas Almeida, a situação não passou de um erro no registro da informação.

Registro de vacina em idosa morta em 2018 em Blumenau foi erro de lançamento no sistema – Foto: Freepik/Divulgação/NDRegistro de vacina em idosa morta em 2018 em Blumenau foi erro de lançamento no sistema – Foto: Freepik/Divulgação/ND

O titular da 4ª Decor (Delegacia de Polícia Especializada no Combate à Corrupção) explica que o problema ocorreu quando uma técnica de enfermagem errou o lançamento da aplicação da dose.

“O cadastro não havia sido desativado, e nós ouvimos muitas testemunhas, coletamos dados do sistema e concluímos que o que ocorreu foi um erro na hora de digitar o dado no lançamento no sistema”, explica.

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De acordo com Almeida, o fato não configura um delito e, portanto, qualquer tese criminal já foi afastada. Segundo ele, a questão é administrativa e deve ser tratada diretamente pela prefeitura.

O delegado também garantiu que não houve uma aplicação indevida da vacina, mas apenas o erro no registro do sistema, por isso, não há configuração de desvio da vacina ou de corrupção no caso.

Relembre o caso

A prefeitura recebeu uma denúncia de que uma idosa falecida em 2018 constava na lista de pessoas vacinadas. O caso chegou até a prefeitura por uma denúncia feita pela unidade de saúde onde a idosa era atendida antes de morrer.

Na época, a reportagem do Grupo ND apurou que o nome da idosa que aparecia como vacinada era Elsa Von Zeschau, falecida em julho de 2018. Segundo consta, o Cartão SUS dela havia sido desativado na época do falecimento, porém, um outro cartão foi feito em 2020, com o nome de Elza Von Zeschau – com “Z” ao invés de “S”.

Segundo a apuração, este segundo registro foi utilizado para a vacinação. É assim que o nome aparece na lista de vacinados disponibilizada pela prefeitura no Portal Coronavírus.

O registro da suposta aplicação ocorreu em abril. Na época, além da investigação criminal, a administração municipal também abriu uma sindicância para apurar os fatos.

No entanto, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral, o processo ainda está em andamento e não há previsão para conclusão.

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