*Mikael Melo interino
O deputado estadual por Joinville, Sargento Lima (PL), denunciou supostos casos de maus tratos no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt durante sessão na Alesc.
Hospital Regional de Joinville – Foto: Governo Estadual/Divulgação/NDDe acordo com o parlamentar e conforme boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi chamada para atender uma situação de maus-tratos contra idosos na unidade.
SeguirNa continuidade do relato em plenário, o parlamentar afirmou que os policiais perguntaram quem eram os responsáveis pela administração do hospital e pela gestão dos médicos plantonistas e a informação teria sido negada.
Ele citou a lei estadual, do deputado Kennedy Nunes (PTB), que obriga o fornecimento desses dados pelas unidades de saúde.
O deputado ainda relatou outro caso ocorrido recentemente. De acordo com Sargento Lima, um idoso doente foi colocado no chão do hospital, deitado sobre uma colcha. Em uma foto divulgada é possível ver a cena.
Na imagem é possível ver o paciente deitado no chão ao lado da poltrona – Foto: Acervo pessoalPor nota, o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt afirmou que no dia 26 de abril um paciente estava internado no Pronto Socorro e, devido a superlotação, encontrava-se sentado em uma poltrona.
Durante a noite, o mesmo teria deitado no chão, alegando que era mais confortável. A equipe de enfermagem orientou o paciente a não tomar a atitude, porém, o mesmo se negou a retornar à poltrona. Na unidade, não havia macas ou leitos disponíveis no momento em questão.
Já na noite do dia 29 de abril, a Polícia Militar esteve no Pronto Socorro do Hospital Regional e conversou com o médico coordenador responsável pela Emergência com a alegação da demora no atendimento a um paciente.
Conforme o posicionamento, o médico teria atendido a guarnição e explicado o caso de superlotação e também esclarecido o método de atendimento conforme o Protocolo de Manchester.
Confira a nota do Hospital Regional na íntegra:
O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt esclarece que no dia 26 de abril um paciente estava internado no Pronto Socorro da instituição e, devido a superlotação, encontrava-se alocado em uma poltrona. Durante o período noturno, o mesmo deitou-se no chão, alegando que era mais confortável. A equipe de enfermagem orientou o paciente a não deitar-se no chão, porém, o mesmo relutou a sair do local e negou-se a retornar à sua poltrona. Na unidade, não havia macas ou leitos disponíveis já que 100 pacientes estavam sendo atendidos na Emergência do hospital.
Já na noite do dia 29 de abril, a Polícia Militar esteve no Pronto Socorro do Regional e conversou com o médico coordenador responsável pela Emergência com a alegação da demora no atendimento a um paciente. O médico atendeu a guarnição e explicou o caso de superlotação na Emergência. Também esclareceu que todos os pacientes são atendidos de acordo com a gravidade de cada caso, conforme preconiza o Protocolo de Manchester.