“A poliomielite causa sequelas muito graves, podendo levar a óbito”, diz a Patrícia Brandalise, médica pediatra da Rede Municipal de Saúde, após baixa adesão à campanha de vacinação contra a doença em Joinville, no Norte catarinense.
Vacina da poliomielite é aplicada com gotinhas via oral – Foto: Prefeitura de Joinville/DivulgaçãoErradicada no Brasil desde 1994, a poliomielite depende de um simples ato para que permaneça sem casos registrados no país: a vacinação. Até o momento, com a aplicação de 12.060 doses, foi atingido 37,32% do público-alvo, sendo que a meta é 95%.
Segundo Patrícia Brandalise, a vacina previne que doenças antigas retornem ao País. “Com a circulação do vírus da pólio nos Estados Unidos, há um risco grande dele aparecer no Brasil. E crianças que têm uma vida normal podem nunca mais andar, se não forem vacinadas”, alerta a médica.
SeguirA Campanha Nacional Contra a Poliomielite, para crianças de um ano a menores de 5 anos, foi prorrogada até dia 30 de setembro pelo Ministério da Saúde.
Em Joinville, as vacinas contra a poliomielite estão disponíveis na Sala de Vacina Central, na rua Abdon Batista, 172, UBSFs (Centro e nas Unidades Básicas de Saúde da Família). A relação completa dos locais e horários de atendimento pode ser acessada no site da Prefeitura de Joinville.
A doença
A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda provocada pelo poliovírus. Ela é capaz de infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, acontecem as paralisias musculares, sendo mais comuns nos membros inferiores.
O vírus também pode chegar ao cérebro e causar meningite, uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. O quadro de meningite tem risco de acarretar em sequelas, como a perda de audição e visão parcial ou total, epilepsia e paralisia em um ou ambos os lados do corpo.