Um projeto dinamarquês, chamado Octo, tem inspirado diversas iniciativas pelo mundo. Em Santa Catarina, a ação é desenvolvida em Campos Novos, no Meio-Oeste do Estado, com objetivo de auxiliar os bebes prematuros durante o período em que eles precisam ficar hospitalizados.
Ação é desenvolvida no Hospital de Campos Novos – Foto: Carlos Correia/NDO Hospital de Campos Novos realiza uma média de 50 partos por mês e 10% são de bebês prematuros. Para ajudar no crescimento e desenvolvimento das crianças, o projeto “Nana Nenê” tem uma missão terapêutica com os polvos de lã. O objetivo é fazer com que os bebês se sintam mais seguros e confortáveis, e assim se desenvolvam melhor.
“Após o nascimento ele perde o vínculo do útero da mãe. Através de pesquisa comprovou-se que o polvo, com seus tentáculos, traz uma comodidade para as crianças, uma certa segurança”, disse a secretária de Assistência Social, Marta Ramos.
SeguirOs polvos serão confeccionados na Casa do Artesanato, em uma parceria com o Clube de Mães, por meio de um trabalho voluntário. “A comunidade que tiver interesse também pode participar, tanto da confecção quanto na doação dos itens para os polvos”, salienta Marta.
Confecção dos polvos ocorre de maneira voluntáriaOs polvos são feitos com fios 100% algodão e os tentáculos não devem ultrapassar 17 centímetros. Eles seguem as normas de higiene e são adequados para o tamanho dos bebês prematuros. Todos eles passam por um processo de lavagem e são esterilizados antes de serem entregues aos bebês.
De acordo com a pediatra Karen Salomão Cavalcanti, o reflexo dos bebês é agarrar o que veem na frente. E muitas vezes se agarram à sonda que está no braço. O polvo também serve também para que os bebês não arranquem estes dispositivos.
“São pequenos polvos, feitos de crochê, são colocados nas incubadoras como forma de acalentar os pequeninos. Seu formato, com diversos tentáculos, remete ao formato de dentro do útero das mães, trazendo ainda a semelhança do cordão umbilical”, diz Karen.