Por falta de insumos, saúde de SC orienta para a aplicação de soro contra a raiva

Fornecimento do insumo está reduzido em todo país para adequação dos locais de produção

Daniel Hugen Florianópolis

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A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) emitiu uma nota técnica com recomendações quanto a aplicação de SAR (Soro Antirrábico) humano em casos de raiva. A preocupação é com a falta de envio de doses, que só devem chegar a partir do segundo semestre.

Raiva é transmitida por animais e a única forma de evitar é com a vacinaDoença é transmitida por animais e a única forma de evitar é com a vacina Foto: Daniel Gladston/Wikimedia/ND

De acordo com a nota, o fornecimento do soro antirrábico humano permanece limitado no país, com estoque restrito, devido à necessidade de adequação dos locais de produção conforme normas exigidas pela Anvisa. Somente o laboratório Butantan está fornecendo o insumo e a capacidade produtiva máxima não atende a toda demanda do país.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a dose máxima de SAR é de 40UI por kg de peso corporal e da Imunoglobulina Humana Antirrábica (IGHAR) de 20UI por kg de peso corporal, não tendo dose mínima.

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“Deve-se infiltrar o imunobiológico tanto quanto possível na ferida e o restante da dose calculada, não necessariamente precisaria ser injetado via intramuscular distante da ferida, podendo até ser preservado para utilização em outros pacientes”, destacou a nota técnica emitida pela DIVE em 16 de maio.

A previsão de regularização e de novas entregas é para o segundo semestre de 2022. A vacinação de todos os cães e gatos é a forma mais eficaz de proteção contra a doença.

Confira a nota técnica na íntegra.

Casos em Santa Catarina

Santa Catarina é consideradA área controlada para raiva no ciclo urbano, por não apresentar circulação do vírus rábico canino (AgV1 e AgV2) em cães e gatos há mais de 20 anos.

Apesar dessa situação, foram identificados nos anos de 2006 e 2016 cães e gatos com a AgV3 da doença (associada aos morcegos da espécie Desmodus rotundus), além da confirmação do caso humano no município de Gravatal, em 2019, envolvendo a transmissão secundária morcego gato-homem.

A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem, quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal.

O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida e a única forma de prevenção é por meio da vacina.

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