Os tratamentos e diagnósticos de alguns tipos de câncer poderão ser interrompidos em breve em Santa Catarina. O motivo é a suspensão da produção de fármacos para tratamento e diagnóstico depois de cortes do governo federal.
Desde a segunda-feira (20), o Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) paralisou por tempo indeterminado a produção de radiofármacos e radioisótopos usados para tratamento e diagnóstico de câncer no Brasil.
SC só terá insumos para exames e tratamentos contra o câncer até o fim do mês – Foto: Pixabay/NDA suspensão aconteceu por falta de dinheiro. Houve um corte de 46% do orçamento do Ipen para 2021. Para retomar a produção até dezembro, o instituto precisa de pelo menos R$ 90 milhões.
O Ipen fornece 25 tipos de radiofármacos aos laboratórios e hospitais de todo o país e é responsável por 85% da produção nacional, impactando dois milhões de pessoas. Em Santa Catarina, a suspensão já é sentida.
A SES (Secretaria Estadual de Saúde) disse que o serviço de medicina nuclear do Instituto de Cardiologia não terá insumos a partir de 27 de setembro e que semanalmente são realizados de 16 a 20 exames e cerca de seis tratamentos de iodoterapia, o que também seria interrompido.
Para a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), “agora nós precisamos buscar um caminho, uma solução. O que não pode é os nossos pacientes ficarem sem exames ou sem o seu tratamento de câncer porque o Ipen não está tendo condições de produzir em função do seu orçamento”.
Na próxima segunda-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, vai ser ouvido pela Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados. A pasta é responsável pelo instituto.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.