Certamente você conhece pessoas que, mesmo tendo contato com pacientes com Covid-19, não pegaram a doença. Ou até mesmo aqueles que ainda não foram expostos ao coronavírus nenhuma vez.
Estudos científicos têm encontrado possibilidades que explicam a aparente “imunidade natural” que algumas pessoas possuem contra a Covid-19 – Foto: Divulgacão/JusCatarina/NDEstudos científicos têm encontrado possibilidades que explicam essa aparente “imunidade natural” que algumas pessoas têm. No entanto, é importante ressaltar que qualquer indício não substitui a vacinação contra a doença, que tem se mostrado a ‘arma’ mais eficiente no combate à pandemia.
De acordo com o médico infectologista Ricardo Freitas, existem pessoas que não desenvolveram e possivelmente não irão desenvolver a doença, mesmo tendo contato com casos positivos.
SeguirO médico explica essa “imunidade natural” é explicada pela atuação do linfócito T killer, que compõe o sistema imune e age “matando” células com antígenos que apresentem ameaça ao corpo, antes mesmo de iniciar uma infecção.
“Ele age na frente, destruindo o agente agressor, de forma que a pessoa acaba não desenvolvendo a doença, ou se desenvolveu, foi de uma forma tão branda que achou que nem era Covid e não foi fazer o teste”, diz.
Estudos publicados
O Imperial College London, no Reino Unido, desenvolveu estudos para comprovar evidências sobre a atuação dos linfócitos T no combate à Covid-19.
Os dados coletados fizeram os cientistas concluíres que pessoas com níveis mais altos de linfócitos T no sistema imune são menos propensas a serem contaminadas pelo SARS-CoV-2, que causa Covid-19. Ainda segundo o estudo, a presença alta de células T no corpo é estimulado pela presença do coronavírus do resfriado comum.
“Descobrimos que altos níveis de células T pré-existentes, criadas pelo corpo quando infectado com outros coronavírus humanos, como o resfriado comum, podem proteger contra a infecção por covid-19”, disse Rhia Kundu, coordenadora da pesquisa, em entrevista à CNBC, divulgada pela Exame.
A Universidade de Warwik também realizou estudo semelhante, que chegou a conclusão parecida. Apontou que ‘cerca de 20% das infecções por resfriado comum são causadas por coronavírus de resfriado comum, e essa seria uma forma com a qual alguns indivíduos mantêm níveis de imunidade adquirida previamente’.
O estudo foi divulgado pela Imperial College London em janeiro de 2022, e analisou amostras de sangue de 52 pessoas entre o primeiro e o sexto dia de exposição ao vírus. O que permitiu que os pesquisadores analisassem os níveis de células T pré-existentes induzidas por infecções anteriores por coronavírus do resfriado comum.