‘Pragas do Egito’: EUA confirma caso incomum de peste bubônica

Segundo as autoridades de saúde locais, a pessoa provavelmente foi infectada por seu gato; entenda como se prevenir da peste bubônica

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Ana Schoeller Florianópolis

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No século XIV, a Europa foi assolada por uma terrível pandemia conhecida como Peste Negra (a mesma coisa que peste bubônica), que tirou dezenas de milhões de vidas. Hoje, em pleno 2024, embora a peste bubônica ainda exista, é muito menos comum e mais tratável. No entanto, uma história mudou tudo o que se sabe atualmente.

'Pragas do Egito': EUA confirma caso incomum de peste bubônicaDurante a Idade Média, médicos que lidavam com a peste bubônica frequentemente vestiam uma vestimenta peculiar: uma máscara com um bico que continha flores secas. Essa máscara foi pensada para ajudar a reduzir os efeitos dos odores desagradáveis associados à doença. – Foto: Divulgação/Unsplash/ND

Recentemente, nos Estados Unidos, um caso raro de peste humana foi confirmado na zona rural do Oregon, despertando preocupações, e evidenciando a capacidade de diagnóstico e tratamento modernos.

Autoridades de saúde relataram que um indivíduo não identificado provavelmente contraiu a doença através de um gato de estimação infectado, que apresentava sintomas.

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Felizmente, o caso foi identificado e tratado precocemente, representando pouco risco para a comunidade. Mas o incidente ressalta a persistência da peste bubônica, principalmente em áreas onde roedores são endêmicos.

O que é peste bubônica?

De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), a peste bubônica é causada pela bactéria Yersinia pestis e é transmitida principalmente por pulgas infectadas.

Embora seja mais comum em regiões como Madagascar, partes da América do Sul, África e Ásia, casos ainda ocorrem em todo o mundo, incluindo os Estados Unidos.

A peste bubônica é caracterizada por gânglios linfáticos inchados e dolorosos, conhecidos como “bubões”, e pode se tornar fatal se não tratada adequadamente.

Sintomas de peste bubônica

Os sintomas da peste geralmente incluem febre, dor de cabeça, calafrios e, é claro, os distintos bubões. É importante destacar que, se não diagnosticada e tratada precocemente, a peste bubônica pode progredir para formas mais graves, como peste septicêmica e peste pneumônica, esta última sendo a única forma pela qual a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

Embora a peste seja frequentemente considerada uma doença do passado, os avanços na medicina, especialmente no desenvolvimento de antibióticos, tornaram seu tratamento muito mais eficaz. No entanto, a persistência da bactéria causadora da peste em reservatórios animais e no solo significa que o risco de surtos ainda está presente.

A conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado continuam sendo as melhores armas contra essa doença antiga em um mundo moderno.

Sem vacinas

Quando se trata da peste bubônica, o diagnóstico precoce é crucial. Os pacientes geralmente passam por testes de sangue e coletam amostras de bubões para identificação da doença. Se confirmada, o tratamento com antibióticos é iniciado imediatamente, podendo incluir o isolamento do paciente para evitar a propagação.

Infelizmente, não há vacina amplamente disponível para prevenir a peste. Embora melhorias no saneamento e nos cuidados de saúde tenham ajudado a controlar a doença, os perigos ainda persistem. A bactéria responsável pela peste é a mesma que assolou a Europa durante a Peste Negra, então o risco é real.

Há também preocupações com a resistência aos antibióticos. Se uma cepa resistente surgir, poderá representar sérios desafios clínicos, especialmente se se espalhar entre as pessoas.

Para evitar a peste, as autoridades de saúde recomendam evitar o contato com roedores e suas pulgas. Isso inclui desencorajar a caça aos roedores e tratar animais de estimação com produtos para controle de pulgas. Além disso, é essencial evitar alimentar roedores selvagens em áreas de acampamento e piquenique, e o uso de repelentes de insetos pode ser útil.

A prevenção e o cuidado atento são fundamentais para manter a peste sob controle e proteger as comunidades contra essa doença séria.

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