Preço subiu, consumo caiu: ingestão de carne em 2022 será a menor dos últimos 26 anos

Dieta vegetariana é alternativa para driblar alta de mais de 70% no preço da carne nos últimos dois anos, segundo o IPCA

Redação ND Florianópolis

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O churrasco está ficando raro na rotina dos brasileiros. De acordo com um levantamento realizado pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) – vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -o consumo do produto atingirá o menor nível nos últimos 26 anos: 24,8 quilos de carne bovina por pessoa. Em 2018, cada brasileiro comeu, em média, 34 quilos de carne.

Soja, grão-de-bico, tofu, quinoa, lentilha, ervilha e castanha de caju são opções de vegetais ricos em proteínas – Foto: Pexels/Divulgação/ND

A saída para driblar a inflação sem deixar de consumir proteína de origem animal está na substituição da carne bovina por outros produtos, e uma das estrelas da mesa do brasileiro têm sido os ovos.

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De acordo com ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), o consumo do ovo vem crescendo, em média, 10% ao ano. Em 2007, era de 120 ovos por pessoa, e em 2022 já chegou a ficar entre 262 unidades/ano.

A nutricionista Marcella Tamiozzo explica que a preocupação ao substituir a carne deve ser a reposição dos nutrientes presentes neste alimento, como proteína, ferro, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio entre outros.

Alternativas à carne vermelha

Opções mais baratas como frango, fígado bovino e de frango, coração de frango, ovos e sardinha podem ser substitutos, mas com cautela.

“Em se tratando de vitamina B12, a carne vermelha é a maior fonte, sendo esta encontrada em menores quantidades nos outros alimentos de origem animal”,  destaca a professora do curso de Nutrição da universidade Estácio.

A nutricionista orienta também sobre alternativas vegetarianas à carne vermelha. A soja, o grão-de-bico, o tofu, a quinoa, a lentilha, a ervilha e a castanha de caju são opções de vegetais ricos em proteínas e outros nutrientes e que, diferente da carne, são pobres em gordura saturada.

Entretanto, ela ressalta que é preciso levar em conta que estes alimentos não possuem a vitamina B12, e o Ferro neles encontrado é de baixa absorção.

“Como a quantidade de vitamina B12 é menor nos outros produtos animais, como no ovo e na carne branca, é necessário acompanhamento de um nutricionista que incluirá uma quantidade maior desses alimentos na dieta para que seja possível suprir a necessidade do paciente. Quanto ao Ferro, vale o mesmo raciocínio: já que nos vegetais a absorção é menor, incluímos uma quantidade maior para que absorva a quantidade necessária”, orienta a profissional.

Nutricionista Marcella Tamiozzo explica que a preocupação ao substituir a carne deve ser a reposição dos nutrientes – Foto: Reprodução/NDNutricionista Marcella Tamiozzo explica que a preocupação ao substituir a carne deve ser a reposição dos nutrientes – Foto: Reprodução/ND

Outro ponto interessante para uma dieta balanceada é observar a combinação de certos nutrientes. “Consumir os alimentos fontes de Ferro junto com alimentos fontes de vitamina C, ajuda na sua absorção”, conclui a professora Marcella.

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