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Prefeitura de Florianópolis reforça ações de prevenção e combate à dengue

Equipes de combate às endemias do município realizam inspeções nas casas diariamente e percorrem todos os bairros a fim de eliminar os focos do Aedes aegypti

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Florianópolis totaliza hoje 4.231 casos positivos de dengue – Foto: DivulgaçãoFlorianópolis totaliza hoje 4.231 casos positivos de dengue – Foto: Divulgação

Faltam dois dias para o início do verão. O aumento da temperatura e da umidade, típicos da estação mais quente do ano, favorecem a proliferação de focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Para frear esse aumento, a Prefeitura de Florianópolis intensifica as ações de combate e prevenção à disseminação das doenças.

Florianópolis totaliza hoje 4.231 casos positivos de dengue. Destes, 4.126 são autóctones e 105 são importados ou de locais indeterminados. É o segundo município com maior número de focos de Santa Catarina (6.182), atrás apenas de Joinville (16.045).

Nestas ações realizadas nos domicílios, explica Marinice Teleginski, responsável técnica pelo Programa da Dengue do Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura da Capital, os agentes de combate às endemias desenvolvem diferentes atividades frente ao desafio do vetor, como mutirões de tratamento nos bairros, atendimento de denúncias e monitoramento de pontos estratégicos que são visitados a cada 15 dias.

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    Equipes de combate às endemias do município realizam inspeções nas casas diariamente - Foto: Divulgação
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    Equipes de combate às endemias do município realizam inspeções nas casas diariamente - Foto: Divulgação
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    Equipes de combate às endemias do município realizam inspeções nas casas diariamente - Foto: Divulgação
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São ainda realizados o monitoramento dos cemitérios, inspeção de armadilhas e estações disseminadoras de larvicida; bloqueio de transmissão, retorno em locais com focos positivos do mosquito, palestras de orientação, entre outras iniciativas. No momento, os mutirões são realizados nos bairros Carianos, Capoeiras, Fazenda Rio Tavares e Jurerê Tradicional, esclarece a Secretaria Municipal de Saúde.

“Estamos no período de sazonalidade de transmissão da doença, quando geralmente as temperaturas e chuvas aumentam. Estas são as condições favoráveis para o mosquito Aedes aegypti. Por isso, nossas equipes efetuam as inspeções diariamente em todas as atividades acima mencionadas, apesar do corpo técnico de campo ser pequeno. Atualmente temos 70 agentes de endemias trabalhando no campo em todo o município de Florianópolis”, esclarece a responsável técnica.

Orientações reforçadas após o período de chuvas

Desde as últimas chuvas, que atingiram a região da Grande Florianópolis e também a Capital no início deste mês, as equipes do município reforçaram as inspeções e as orientações repassadas aos cidadãos, explica Marinice. “Formamos recentemente uma equipe que, diariamente, visita todos os cemitérios da cidade e conta com a ajuda dos servidores responsáveis pela limpeza destes locais, onde frequentemente registramos focos positivos do mosquito. E alguns, por serem muito grandes, como por exemplo os cemitérios dos bairros Itacorubi e Capoeiras, necessitam de inspeções frequentes e minuciosas para conseguir controlar o número de focos”, afirma.

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    Desde as últimas chuvas, as equipes do município reforçaram as inspeções e as orientações repassadas aos cidadãos - Foto: Divulgação
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    Desde as últimas chuvas, as equipes do município reforçaram as inspeções e as orientações repassadas aos cidadãos - Foto: Divulgação
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    Desde as últimas chuvas, as equipes do município reforçaram as inspeções e as orientações repassadas aos cidadãos - Foto: Divulgação
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    Desde as últimas chuvas, as equipes do município reforçaram as inspeções e as orientações repassadas aos cidadãos - Foto: Divulgação
    Desde as últimas chuvas, as equipes do município reforçaram as inspeções e as orientações repassadas aos cidadãos - Foto: Divulgação

A especialista ressalta ainda que a colaboração da comunidade é fundamental para o sucesso das ações preventivas e de combate ao mosquito. “Sem conscientização, educação e colaboração da população, o trabalho dos agentes de endemias não é suficiente. Precisamos fortemente do envolvimento da população nessa luta, realizando observação e limpeza semanal de ambientes externos, sacadas, coberturas, banheiros e ambientes com pouco ou nenhum uso, a fim de eliminar e/ou guardar em local coberto qualquer recipiente que esteja ou que possa vir a acumular água e se tornar um criadouro para o mosquito”, destaca Marinice Teleginski.

O que é mais importante observar dentro de casa?

  • Evitar o uso de pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Limpe as calhas, evitando que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
  • Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

Bairros com mais casos positivos de dengue em Florianópolis

  • Itacorubi (559)
  • Agronômica (394)
  • Centro (306)
  • Ingleses (280)
  • Saco Grande (255)
  • Trindade (188)
  • Córrgo Grande (136)
  • Pantanal (120)
  • Canasvieiras (118)
  • Saco dos Limões (102)
  • Rio Vermelho (102)
  • Campeche (97)
  • Tapera (94)
  • Capoeiras (75)
  • Lagoa da Conceição (84)
  • Jurerê Internacional (66)

Localidades com maior número de focos, por ordem decrescente

  • Itacorubi ( 3 7 7 )
  • Córrego Grande ( 3 1 7 )
  • Canasvieiras ( 313 )
  • Capivari ( 3 0 8 )
  • Campeche ( 2 5 6 )
  • Centro ( 2 5 0 )
  • Agronômica ( 2 4 3 )
  • Cachoeira do  Bom Jesus ( 2 2 0 )
  • Ingleses ( 2 1 7 )
  • Rio Vermelho ( 2 0 1 )
  • Trindade ( 1 9 0 )
  • Rio  Tavares ( 1 8 8 )
  • Tapera ( 1 76 )
  • Jurerê  Tradicional ( 1 6 5 )
  • Santo Antônio de Lisboa ( 1 6 4 )
  • Capoeiras ( 1 56 )
  • Lagoa da  Conceição ( 1 40 )
  • Saco  Grande ( 1 3 6 )
  • Ponta das Canas ( 1 3 2 )
  • Vargem Grande ( 1 1 3 )
  • Carianos ( 1 1 0 )
  • Saco  dos  Limões ( 1 0 7 )
  • Fazenda Rio Tavares ( 100)
  • Sambaqui ( 9 3 )
  • Costeira do Pirajubaé  ( 9 2 )
  • Jardim  Atlântico ( 9 0 )
  • Monte Cristo ( 8 5 )
  • Jurerê  Internacional ( 8 1 )
  • Canto da Lagoa ( 80)
  • Morro das Pedras ( 7 4 )
  • Vargem do  Bom Jesus ( 7 6 )
  • Estreito ( 71 )
  • Barra da Lagoa ( 6 6 )
  • João  Paulo ( 6 3 )
  • Monte Verde ( 6 2 )
  • Carvoeira ( 6 1 )
  • Coqueiros ( 5 9 )
  • Pantanal ( 5 8 )
  • José  Mendes ( 5 2 )
  • Santinho ( 5 0 )
  • Coloninha ( 4 1 )
  • Ribeirão  da  Ilha ( 3 7 )
  • Santa  Mônica ( 3 6 )
  • Abraão ( 3 1 )
  • Canto (30)
  • Daniela (29)
  • Fortaleza da  Barra da Lagoa ( 2 8 )
  • Balneário ( 2 8 )
  • Armação  do  Pântano  do  Sul ( 2 8 )
  • Alto  Ribeirão ( 2 7 )
  • Vargem Pequena ( 2 7 )
  • Ratones ( 1 5 )
  • Pântano do  Sul ( 9 )
  • Bom  Abrigo ( 8 )
  • Cacupé ( 7 )
  • Itaguaçu ( 5 )
  • Praia Brava ( 6 )
  • Caieira da Barra Do Sul ( 3 )
  • Costeira do Ribeirão ( 3 )
  • Costa da lagoa ( 3 )
  • Costa  de  Dentro ( 2 )
  • Caiacanga – açu ( 1 )
  • Açores ( 1 )

Fonte: Boletim Informativo semanal do Centro de Controle de Zoonoses/Secretaria Municipal de Saúde/Prefeitura de Florianópolis.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal