Documento entregue ao Fórum Parlamentar Catarinense pelo Movimento Floripa Sustentável, Associação FloripAmanhã e OABSC faz um apelo para que seja resolvida a “desproporcional distribuição de vacinas” que tem prejudicado Santa Catarina.
Programa de vacinação contra a Covid-19 esta lento em Santa Catarina – Foto: Divulgaçao/ND“É inadmissível que nosso Estado figure na penúltima posição na ordem para recebimento das doses”, afirmam as entidades, que pedem
“uma ação urgente, firme e com base em fortes argumentos” junto ao Ministério da Saúde.
“O que pedimos não é nenhum privilégio, mas, sim, a justa distribuição das doses de vacinas contra a Covid-19, levando-se em conta a proporcionalidade, dados corretos e situação caótica do sistema de saúde em nosso Estado”, dizem no documento. Santa Catarina é o penúltimo, proporcionalmente, na quantidade de doses recebidas do governo federal.
SeguirAlém de reivindicarem um tratamento mais justo para SC, as lideranças também querem atuar em outra frente: a possibilidade de compra direta das doses para destravar o cronograma de imunização.
Em reunião com o Fórum Parlamentar na sexta-feira , o presidente da OABSC, Rafael Horn, lembrou a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a importação de vacinas por Estados e municípios, sem registro da Anvisa.
Ana Cristina Blasi, representante estadual do Movimento Unidos pela Vacina, liderado pela empresária Luiza Trajano, informou que um questionário foi encaminhado aos municípios com o objetivo de entender quais os gargalos de infraestrutura que são entrave para a imunização.
Com base nesse diagnóstico, o movimento vai buscar uma solução para agilizar a aplicação das doses. Até ontem, apenas 52 do 295 municípios catarinenses tinham respondido.
Segundo o secretário de Saúde da Capital, Carlos Alberto Justo da Silva, o ideal é ter o público acima de 60 anos vacinado antes do inverno, estação com maior incidência de problemas respiratórios.