Prevenção ao HIV para mulheres que usam drogas estimula debate entre entidades e gestores

Reunião visou desenvolver recomendações voltadas ao enfrentamento das barreiras que mulheres que usam álcool e outras drogas enfrentam para acessar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento

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Redação ND Florianópolis

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Representantes da gestão pública, da academia e da sociedade civil, além de organizações internacionais e da comunidade geral de Santos, se reuniram no mês passado em São Paulo para formular uma estratégia nacional de prevenção combinada do HIV e linhas de cuidado para mulheres que fazem uso de drogas.

A reunião foi organizada pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), pela Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) e pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

reunião foi organizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS e pela Universidade Federal de São Paulo – Foto: Divulgação/Prefeitura de Itajaíreunião foi organizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS e pela Universidade Federal de São Paulo – Foto: Divulgação/Prefeitura de Itajaí

O principal objetivo da reunião foi desenvolver um conjunto de recomendações voltadas ao enfrentamento das barreiras que mulheres que usam álcool e outras drogas enfrentam para acessar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, atenção e cuidado em relação ao HIV, que atenda a integralidade de suas diversas demandas.

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“Em um país tão amplo como o Brasil, é preciso estarmos atentas às mulheres que enfrentam intersecções de vulnerabilidades para que não sejam deixadas para trás. Entre elas, as mulheres que usam álcool e outras drogas, de forma que possam ter amplo acesso aos serviços e ao suporte adequados às suas necessidades e sejam incluídas nas tomadas de decisão relacionadas ao HIV”, explica a supervisora de proteção social do UNODC no Brasil, Nara de Araújo.

A reunião está alinhada à nova “Declaração Política sobre HIV e AIDS: Acabando com as Desigualdades e Entrando no caminho certo para acabar com a AIDS até 2030” e à “Estratégia global para AIDS 2021 – 2026”, que se propõe a romper barreiras para alcançar resultados sobre HIV, com foco em “Respostas lideradas pela comunidade, Direitos Humanos, Igualdade de Gênero e Juventudes”. Entre as metas, é esperado que 95% das mulheres tenham acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva até 2026.

Participaram da visita por parte do Ministério da Justiça do Paraguai, a diretora de Assistência Legislativa e Normativa, Mirna Carolina Morinigo; a diretora do Instituto Técnico de Educação e Formação Penitenciária, Fatima Cabrera; e o assessor, Alberto O. campos.

Para Luciana Surjus, docente do programa de pós-graduação em Políticas Públicas da Unifesp e líder do grupo de pesquisa e extensão Div3rso, a universidade precisa se comprometer com as respostas às questões do entorno.

“Juntar todas essas mulheres cis e trans produtoras de conhecimento que resistem a experiências de violência é a possibilidade real de que a gente una forças para poder informar uma política pública que proteja, ouça e responda às necessidades das mulheres”, completa Luciana.

Assista ao vídeo da reunião: