Os profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Joinville devem fazer uma nova manifestação na próxima segunda-feira (22), para reivindicar diversas pautas, entre elas, o aumento salarial de parte dos empregados. O ato está marcado para as 9h, nas proximidades do Mercado Municipal.
Em dezembro de 2020, profissionais já haviam se mobilizado por direitos – Foto: Divulgação/NDA crise no Samu se arrasta há meses e profissionais de outras cidades de Santa Catarina também já se mobilizaram. Em Joinville, houve greve de duas semanas por parte dos empregados em dezembro do ano passado. À época, eles cobravam o pagamento do 13º salário, que acabou sendo realizado pela OZZ Saúde, empresa que administra o serviço.
Nas negociações, também foi prometida uma reunião entre sindicatos de saúde, empresa e governo estadual para a segunda quinzena de janeiro. Porém, o encontro só vai acontecer na próxima segunda-feira (22), às 15h. “Essa reunião trará alguma coisa mais clara, pra pior ou pra melhor”, fala o presidente do Sindicato dos Empregados de Saúde de Joinville e Região, Lorival Pisetta.
Seguir“Será retomado todo o assunto que está pendente. Se, eventualmente, a situação não andar como se espera, se tiver um impasse maior a nível de estado, novas medidas não serão descartadas, até o planejamento de uma greve”, destaca
A lista de reivindicações da classe é grande e envolve não concessão de férias, não pagamento de horas extras e péssimas condições de trabalho, segundo o sindicato. Porém, para Pisetta, a situação mais grave é em relação à defasagem no salário de uma parte dos trabalhadores.
“O mais grave é o salário. Quando o empregado é bem remunerado, a gente sabe que isso é um motivador. O que se quer agora é melhor salário e vale-alimentação, os demais itens seriam até administráveis a curto e médio prazo”, avalia.
O Samu de Joinville tem cerca de 110 profissionais. Destes, 50 estão envolvidos diretamente na mobilização.