Próxima de 10 mil casos, Ribeirão Preto usa robôs para testes de Covid-19

Equipamento emprestado pela Fiocruz vai realizar 400 testes por dia e dará mais segurança aos exames de coronavírus

Foto de R7

R7 São Paulo

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A cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, está muito próxima de atingir 10 mil casos positivos de coronavírus vai utilizar robôs para ampliar a testagem da doença. Um dos robôs, emprestado pela Fiocruz, vai realizar 400 testes por dia a partir desta segunda-feira (20). O equipamento reduz o tempo e dá mais segurança aos exames.

Robôs vão realizar testes na população de Ribeirão Preto a partir desta segunda (20) – Foto: Prefeitura de Ribeirão Preto / DivulgaçãoRobôs vão realizar testes na população de Ribeirão Preto a partir desta segunda (20) – Foto: Prefeitura de Ribeirão Preto / Divulgação

Na semana seguinte, a cidade recebe outro equipamento, cedido pelo Instituto Butantan. “Com isso, teremos capacidade para realizar mil exames por dia, fechando o cerco contra o vírus”, disse o prefeito Duarte Nogueira (PSDB). Os exames feitos pelos robôs reduzem também o risco de erro.

Mantida na fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva, Ribeirão Preto registrou 567 novos casos na sexta-feira (17), chegando a 9.607 casos positivos. Após confirmar 13 mortes na quinta (16) e oito nesta sexta, o número de óbitos subiu para 274. Entre as novas vítimas da Covid-19 está o médico e professor de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão, João José Carneiro, de 78 anos. Ele estava internado desde o dia 20 de junho.

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Medidas de restrição

Em live, o prefeito disse que as regras atuais da fase vermelha serão mantidas. “Vamos prorrogar as medidas de restrição que estão em vigor há 15 dias por mais uma semana, até o dia 26. Melhoramos um pouco nossa situação, mas precisamos sair da pressão.” As linhas de ônibus serão reforçadas nos horários de pico para reduzir as aglomerações nos pontos e no interior dos coletivos. Segundo o prefeito, a fiscalização será endurecida, pois ainda há abusos. “Fizemos 78 notificações para paralisação de atividades, 250 abordagens de pessoas sem máscara e 14 autuações de estabelecimentos.”

Durante o mês de julho, Ribeirão Preto manteve uma média de seis mortes por dia. Em junho, a média diária era de 5,6 e em maio, de apenas duas. A taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes do coronavírus chegou a 92% nesta sexta, com 173 pessoas internadas. Na semana passada, a cidade registrou picos de 100% de ocupação.

O comércio local resiste às medidas de isolamento social. Na quarta-feira (15), o prefeito foi hostilizado durante protesto de comerciantes que pediam a reabertura das lojas. Quando ele deixava o prédio da prefeitura, seu carro particular foi cercado e chutado pelos manifestantes. O grupo fez ameaças e dirigiu xingamentos contra o prefeito. Conforme a prefeitura, foi registrado boletim de ocorrência e a Polícia Civil pediu imagens de câmeras e vídeos para identificar os envolvidos no episódio.

Rebaixada

Nesta sexta-feira, a região de Piracicaba foi rebaixada para a fase vermelha e as 26 cidades reduzem o comércio às atividades essenciais a partir de segunda. Além de Ribeirão Preto, outras três regiões – Araçatuba, Campinas e Franca – já estavam na fase mais restrita e continuam dessa forma.

Piracicaba, que na prática já estava na fase mais restritiva, fechou a semana com 5.408 casos e 150 mortes pelo coronavírus. Campinas confirmou 12 novas mortes e 304 casos a mais, somando 528 óbitos e 13.180 casos positivos. Com leitos próximos da saturação, os hospitais tinham 407 pessoas internadas com a doença.

Apesar de ter sido mantida na fase laranja, a cidade São José do Rio Preto vai continuar com as restrições mais duras, inclusive a proibição da venda de bebidas, durante a próxima semana. Nesta sexta, Rio Preto bateu novo recorde de pessoas infectadas em 24 horas, com 515 novos casos. Agora, são 5.773. Houve mais seis mortes, totalizando 160.

O prefeito Edinho Araújo (MDB) disse que os supermercados e hipermercados devem seguir fechados neste fim de semana. “Se relaxarmos poderemos regredir, o que atrasaria ainda mais nosso avanço à normalidade”, afirmou. Segundo ele, o número de pessoas internadas ainda cresce.