Quais os riscos de consumir whey protein falsificado ou adulterado?

Especialista alerta para os riscos de consumir whey protein falsificado e dicas de como identificar suplementos adulterados

Redação ND Florianópolis

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A polícia descobriu que uma quadrilha adulterava whey protein e outros suplementos alimentares, em São Paulo. Diante dessa situação, é importante considerar os danos que o consumo de whey protein falsificado pode causar à saúde do consumidor. De acordo com informações da Unit (Universidade Tiradentes) e da farmacêutica e professora Ingrid Borges Siqueira, esses produtos podem esconder perigos significativos.

Whey protein falsificado pode gerar danos à saúde, segundo especialistaWhey protein falsificado pode gerar danos à saúde, segundo alerta especialista – Foto:  Freepik/Unit

“O whey protein falsificado pode conter substâncias não declaradas ou contaminantes, como metais pesados, pesticidas, solventes e microrganismos prejudiciais, que podem representar sérios riscos à saúde”, alerta a professora.

Conforme Ingrid, o produto adulterado ou falsificado pode conter menor teor de proteína. Esse fato, segundo ela, levaria o consumidor a não atingir as metas que busca. “Os riscos à segurança alimentar também podem estar associados”, acrescenta.

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Riscos do consumo de whey protein falsificado

A especialista alerta que um dos principais perigos do consumo de whey protein falsificado é a contaminação por microrganismos. Pois, a manipulação e estocagem inadequadas desses produtos podem levar à presença de fungos, bactérias e outros agentes patogênicos.

Outra preocupação é quando o produto é consumido sem orientação de um profissional, o que pode gerar sobrecarga no organismo. O exagero na quantidade pode levar  à eliminação excessiva de proteínas pelo corpo e  causar sobrecarga renal.

Por isso, o  recomendado é seguir as orientações de profissionais para evitar o consumo excessivo e indiscriminado do suplemento.

Sintomas que a pessoa pode ter pelo consumo

A pessoa que consome suplementos pode ter alguns sintomas, não apenas quando o produto é falsificado, mas até mesmo quando a qualidade é certificada. Entre eles, estão: enjoos, dores de cabeça e gases. “Aqueles com intolerância à proteína do leite ou à lactose são especialmente vulneráveis a esses sintomas”, explica Ingrid.

Contudo, nos produtos falsificados, a adição de substâncias desconhecidas eleva a probabilidade de reações e representa um perigo significativo, especialmente para pessoas com alergias ou intolerâncias alimentares.

Como identificar whey protein falsificado

A professora da Unit lembra que a produção do suplemento passa por avaliação e certificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essa é uma medida que visa garantir um controle rigoroso e de qualidade e segurança alimentar.

Ingrid destaca ainda algumas dicas que visam auxiliar na escolha do suplemento e na identificação de produtos falsos. Uma delas é para adquirir marcas confiáveis, com boa reputação no mercado.

“Avaliar o rótulo do produto, um whey protein de qualidade deve conter um perfil completo de aminoácidos essenciais, especialmente os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs). Além disso, é importante a avaliação e análises de terceiros, e produtos que tenham preços razoáveis, baixo custo também pode significar não ter ingredientes de qualidade”, orienta Ingrid.

A especialista ainda reforça a importância de estar atento ao local onde o produto é vendido. “Preços razoáveis e o cuidado com o local de venda do produto, garantindo seu acondicionamento adequado, validade, preservação do rótulo e cuidados com a exposição do produto, são aspectos a serem considerados”, reforça a professora e farmacêutica.

Quadrilha que adulterava whey protein em SP

A Polícia Civil descobriu que uma quadrilha dulterava whey protein, em São Paulo. Segundo as investigações, o  grupo alterava prazos de validade para comercializar produtos já vencidos.

No local, além dos produtos vencidos ou prestes a vencer, os policiais também encontraram equipamentos usados para remarcar as embalagens e instrumentos para a adulteração.

Pelo menos cinco pessoas foram presas na ação da polícia. Os presos gerenciavam duas empresas envolvidas nas fraudes.

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