A OMS (Organização Mundial de Saúde) registrou, nas últimas cinco semanas, uma queda geral no número de casos novos e óbitos por coronavírus. Porém, a situação no Brasil é diferente: a quantidade de diagnósticos e mortes segue alta.
Mike Ryan, diretor de emergências da OMS – Foto: OMS/ReproduçãoQuestionados, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), os diretores da entidade lembraram que o país é muito grande e que a epidemia se comporta de maneira particular em cada um dos estados.
“É difícil fazer um comentário específico, mas os países que tiveram surtos intensos, e onde o vírus está intrincado na população, é complicado quebrar a cadeia de transmissão”, explicou Michael Ryan, diretor de emergências da OMS.
SeguirSegundo ele, por ser um país tão grande e com histórico de liderança no combate de doenças infecciosas, o que acontece no Brasil importa muito para o cenário global. “Quando o Brasil conseguir controlar o vírus, será um raio de esperança para as Américas e para o resto do mundo”, afirma.
Mariângela Simão, diretora-assistente da área de medicamentos e produtos de saúde da OMS, afirmou que o coronavírus é um alvo em movimento: “É preciso continuar monitorando e não abaixar a guarda”.
A infectologista responsável pela resposta da entidade à pandemia, Maria Van Kerkhove, afirma que a OMS está acompanhando a situação do Brasil, e que há um pequeno declínio em casos e óbitos nos últimos dias. Ela pede que o país mantenha o curso, continue com as medidas de proteção e siga com a vacinação.