Uma tendência de queda no número de casos sinaliza que a epidemia de diarreia pode terminar breve, em Florianópolis. Na 8ª semana de monitoramento, que compreende os diagnósticos feitos entre 19 a 25 de fevereiro, houve o registro de 542 casos na Capital. Foram 220 a menos que na semana anterior, quando foram contabilizados 762 casos da doença. Na última semana, as unidades de saúde atenderam em média 77 casos por dia.
Norovírus é o agente infeccioso responsável pelo aumento de casos; o parasita pode ser contraído pelo contato da pessoa com alimentos, água e solo contaminado Arquivo: Flavio Tin/NDOs dados constam em levantamento feito pela Vigilância Epidemiológica Municipal. Os casos são contabilizados semanalmente, com início da contagem no domingo e término aos sábados.
Conforme a gerente da Vigilância Epidemiológica Municipal, Ana Cristina Vidor, apesar da redução dos casos registrados em uma semana, o número ainda está acima da média do período.
SeguirContudo, a expectativa é que a epidemia termine em breve. “Se mantiver a diminuição observada nas últimas semanas, deve acabar em 1 a 2 semanas”, destaca a gerente. Para isso acontecer, na semana em questão o número de casos não pode passar de 282.
Surto em Florianópolis
A situação dos casos de diarreia em Florianópolis passou a ser considerada uma epidemia, em 6 de janeiro deste ano, quando foram registrados quase 600 casos em seis dias. O Norovírus foi identificado como o responsável pela alta de casos.
Atualmente, a Capital catarinense soma 7.976 diagnósticos da doença. A 4ª semana de monitoramento – que compreende os casos registrados entre 22 a 28 de janeiro – foi a que teve o maior número de registros, com 1.356 diagnósticos no período. Nas semanas seguintes os casos foram reduzindo gradativamente, como mostra o gráfico:
Casos de Doenças Diarreicas Agudas em Florianópolis por semana – Foto: Vigilâmcia Epidemiológica Municipal/Divulgação/NDCausador da diarreia
Conforme resultado das coletas realizadas pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina), divulgado no dia 23 de janeiro, norovírus é o agente infeccioso responsável pelo aumento de casos.
A transmissão do vírus ocorre “via feco-oral”, ou seja, o parasita estava presente em material fecal e “parou” em alguma zona de contato com humanos, por meio da ingestão de água, alimentos e exposição a água e solo contaminados.
Cuidados
- Lavar as mãos com frequência e utilizar álcool gel;
- Cuidar com a origem dos alimentos e bebidas, prestando atenção na refrigeração correta;
- Alimentos devem estar bem armazenados;
- Moradores e banhistas devem consumir em locais fiscalizados;
- Evitar excesso de bebidas e frituras, que podem irritar o estômago;
- Evitar locais com aglomeração e lavar as mãos frequentemente nesses locais;
- Respeitar as recomendações de balneabilidade;
- Caso esteja com diarreia e vômito, é recomendo ficar em casa e evitar se expor ao sol.