Duas cidades da Região Carbonífera no Sul de Santa Catarina, seguiram o exemplo de Criciúma e decretaram que quem quiser escolher a marca da vacina contra a Covid-19 e se recusar a tomar o imunizante irá para o final da fila de vacinação. Agora, Orleans e Treviso também passam a contra com o decreto.
Em Treviso, que nesta quinta-feira (8) completa 26 anos de emancipação, o decreto foi publicado na quarta-feira (7) e já está valendo. “Nossos esforços são para oportunizar a vacinação para toda a população. A melhor vacina é a vacina da hora, é a vacina no braço”, disse o prefeito de Treviso, Valério Moretti.
Atualmente, Treviso está imunizando os grupos prioritários e a população com 35 anos ou mais – Foto: Rafaela Maffioletti/Prefeitura de Treviso/NDJá em Orleans, o decreto foi publicado na última semana. “Todos os imunizantes ofertados são seguros e eficazes no seu papel de salvar vidas. Não importa a marca, o importante é vacinar. Vacina boa é vacina no braço, imunizando e protegendo o cidadão”, escreveu o prefeito de Orleans, Jorge Koch nas redes sociais.
SeguirDe acordo com os decretos, o cidadão que optar por não ser vacinado, na oportunidade que lhe for concedida a dose correspondente à sua faixa etária ou grupo, assinará um termo de responsabilidade e só poderá ser imunizado após todas as faixas etárias terem sido devidamente vacinadas.
Criciúma já enviou 66 pessoas para o fim da fila
Pioneira no Estado, a cidade de Criciúma foi a primeira a adotar a media em Santa Catarina. O decreto foi assinado pelo prefeito Clésio Salvaro no dia 2 de julho e desde então 66 pessoas foram enviadas para o final da fila no município.
Além disso, de acordo com a Secretaria de Saúde, desde o início da pandemia a estimativa é de que 841 pessoas tenham se recusado a serem vacinadas contra a Covid-19. Atualmente, em Criciúma 92.270 pessoas receberam a primeira dose da vacina e28.610 receberam a segunda dose. Já 4.440 receberam a vacina de dose única. No total já foram aplicadas 125.320 doses do imunizante.