Os funcionários do IPQ (Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina), em São José, ficarão sem receber refeições no local de trabalho. Um funcionário, que não quis ser identificado, relatou que os colaboradores foram avisados nesta terça-feira (14) e a partir de quarta-feira (15), as refeições já estarão cortadas.
Fachada do Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina – Foto: SES/Instituto de Psiquitria/Divulgação/NDSegundo ele, a justificativa que foi dada é que o governo do Estado não pagou os fornecedores. A SES (Secretaria de Estado da Saúde) emitiu uma nota sobre a situação, esclarecendo que a licitação dos fornecedores não pode ser concluída por conta do recesso da Administração Pública.
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A medida prejudica, principalmente, os funcionários que trabalham em regime de plantão por 12 horas sem intervalo, pois dependem das refeições servidas na unidade.
SeguirO SindSaúde/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde Pública Estadual e Privado de Florianópolis e Região) informou que não estava a par da situação.
Uma reunião dever ocorrer entre os diretores na tarde de terça-feira (14). A ideia é discutir uma intervenção junto à administração do instituto para normalizar a situação.
No ano passado, problema semelhante já havia acontecido, quando as refeições foram suspensas por problemas no reabastecimento de gêneros alimentícios. No entanto, três dias depois, a situação voltou a ser normalizada.
Confira a nota da SES na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que todos os funcionários da pasta que atuam tanto nos hospitais quanto nos prédios administrativos recebem mensalmente auxílio-alimentação, por dia trabalhado, em seu contracheque, o que é um direito garantido.
Devido a máquina pública estar fechada, o que ocorre todos os anos em janeiro, e não ter sido concluída a licitação dos fornecedores de alimentos no final do ano passado, o Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina (IPQ) está com pouca refeição, tendo que priorizar os pacientes.
A SES enfatiza que a refeição oferecida no IPQ, assim como em outros hospitais da rede, é uma liberalidade do estado.
E, até o momento, a SES não foi comunicada que outra unidade esteja na mesma situação”.