Um levantamento exclusivo do Google Trends aponta que houve um aumento nas buscas pela palavra “Dengue” entre os moradores de Santa Catarina. Com a recente alta nos casos da doença, o ND+ conversou com uma infectologista para investigar quais medicamentos não são recomendados em caso de suspeita de dengue.
Especialista explica os métodos de tratamento recomendados e proibidos para quem contrair a dengue – Foto: Divulgação/NDA médica infectologista Carolina Ponzi explicou os malefícios de determinados fármacos e quais reações nocivas eles podem causar no paciente com dengue.
De acordo com a médica, os remédios como o AAS (ácido acetilsalicílico) e anti-inflamatórios são altamente contraindicados.
SeguirPonzi esclarece que esses medicamentos “aumentam o risco de sangramentos, pois dificultam a coagulação do sangue, e o risco de dengue grave”, explica.
Dengue deixa abatido
A especialista também explica sobre os cuidados físicos e o impacto da doença nas atividades cotidianas. Segundo Ponzi, a dengue é uma doença que faz a pessoa ficar muito prostrada.
“A pessoa tem bastante dor muscular, dor de cabeça, também muita febre”, explica Ponzi.
“Obrigatoriamente essa pessoa não vai conseguir fazer as coisas normais do dia a dia, ela vai ficar em repouso. Não é que se recomende ficar de cama, nada disso, mas a pessoa vai ficar mais quieta em casa”.
Tratamentos
Ao ser perguntada sobre o tratamento adequado da doença a médica explica que o repouso é relativo.
“Hidratação é o principal tratamento para a dengue. Às vezes essa hidratação precisa ser pela veia. Se a pessoa tiver náuseas, vômitos ou ela não conseguir ingerir água e antitérmicos a base de dipirona ou paracetamol“.
É importante ficar atento aos sinais e sintomas da doença, principalmente aqueles que demonstram agravamento do quadro, e procurar assistência na unidade de saúde mais próxima.