A Polícia Civil e o ministério da Agricultura investigam uma denúncia feita pela Vigilância Sanitária de Itajaí sobre o fornecimento de carne estragada ao presídio feminino da cidade. Na denúncia, os alimentos são descritos como com “aspecto repugnante”.
A vigilância foi acionada pela nutricionista do DEAP (Departamento de Administração Prisional), que ao notar o aspecto da carne, substituiu o alimento por omelete.
De acordo com a nutricionista, o alimento apresentava cheiro forte, cor escura e partes com textura estranha.
Seguir“Fomos no local e interditamos o freezer por medida cautelar, que continha as carnes que apresentavam aspecto repugnante. As carnes tinham registro no Serviço de Inspeção Federal”, explica a nota da vigilância.
Carnes estavam escuras, cheiro forte e textura estranha, de acordo com nutricionista – Foto: Vigilância Sanitária ItajaíA denúncia foi formalizada no dia 11 de março, como procedimento padrão. O órgão fiscalizador, neste caso o ministério da Agricultura, foi informado para fazer a coleta para analise e a vigilância aguarda o retorno.
No dia seguinte, o alimento foi substituído pela empresa responsável. Ainda de acordo com a denúncia, os lacres do freezer estavam rompidos e haviam indícios de manipulação.
O prazo do ministério da Agricultura vai até esta sexta-feira (30) e pode ser prorrogado. Ainda de acordo com a nota, da vigilância sanitária, “houve rompimento dos lacres por uma funcionária da empresa que agiu em conjunto com um fornecedor. Interditamos novamente o freezer.
O Ministério Público e a Polícia Civil foram informados através de ofício”.
A SAP (Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa) esclareceu, também por meio de nota, que aguarda o resultado do laudo para a amostra da carne bovina recolhida no dia 15 de março, pela Vigilância Sanitária Municipal de Itajaí, a fim de realizar os devidos encaminhamentos jurídicos que o caso requer.
A Polícia Civil investiga se houve infração administrativa e conduta criminosa. O ND+ ainda não teve retorno do delegado Fábio Osório, responsável pelo caso, sobre em que pé está o inquérito policial.
Até às 15h desta quinta-feira (29), a redação do ND+ não teve retorno da empresa responsável pelo fornecimento da carne, ao presídio feminino de Itajaí.