Restrições e trocas: o que muda em SC após reuniões do Coes e governadores do Sul

Semana foi marcada por encontros e decisões importantes relacionadas ao enfrentamento da pandemia da Covid-19

Redação ND Florianópolis

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Esta semana foi marcada por reuniões e decisões importantes relacionadas ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 em Santa Catarina.

Semana foi marcada por reuniões e tomadas de decisão sobre pandemia – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ SecomSemana foi marcada por reuniões e tomadas de decisão sobre pandemia – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/ Secom

Um dos encontros mais aguardados foi o do Coes (Centro de Operações de Emergência em Saúde), que foi reativado após determinação da Justiça na ultima segunda-feira (15). O Coes é um colegiado formado por entidades e profissionais de diversas áreas da Saúde.

O grupo de trabalho se reuniu nesta quarta-feira (17) para definir as novas medidas que visam frear o avanço do novo coronavírus. Neste encontro, ficou definido que não haverá lockdown neste momento, em Santa Catarina.

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Em contrapartida, o Coes propôs novas ações para deter o contágio no Estado. A proposta agora será encaminhada ao governador Carlos Moisés para deliberação, ainda nesta semana.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, “eventuais medidas pontuais”, com validade para as próximas semanas, serão deliberadas pelo Coes nesta quinta-feira (18), às 14h.

Propostas do Coes

Entre as novas ações recomendadas pelos técnicos estão multas, horários diferenciados e uma atenção ainda maior durante a Páscoa. Foram sugeridos fechamentos mais rígidos para as regiões que se encontram em situação mais graves.

Durante sua fala, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, explicou a importância da recente criação dos Centros Integrados de Saúde nas regiões Oeste e Grande Florianópolis.

“Estamos trazendo novamente o Centro de Operações de Emergência em Saúde para o debate sobre o cenário da pandemia. Não há mais espaço para discussões políticas e esse não é um fórum para imputar a responsabilidade sobre os gestores sejam eles estaduais ou municipais”, afirmou.

Ações conjuntas no Sul

Ainda nesta quarta, os governadores dos três Estados do Sul anunciaram ações conjuntas para enfrentar a Covid-19. Os chefes do Executivo decidiram aumentar a integração entre os sistemas de regulação e a coordenação da compra de insumos por conta do momento crítico da pandemia.

Entre as ações discutidas ficou decidido a compra articulada de insumos, medicamentos, manejo interestadual de equipamentos, além da transferência de pacientes.

“Os estados podem comprar e ceder aos estados vizinhos o que estiver faltando nas unidades hospitalares, até porque a gestão é bastante complexa. Lidamos com hospitais públicos, particulares e filantrópicos”, afirmou Moisés.

Reunião debateu medidas de combate à Covid-19 – Foto: Governo de Santa Catarina/DivulgaçãoReunião debateu medidas de combate à Covid-19 – Foto: Governo de Santa Catarina/Divulgação

O catarinense ainda afirmou que a situação da falta de cilindros de oxigênio em Santa Catarina preocupa.

“Nós temos escassez de cilindros no mercado e nas unidades hospitalares. Portanto, nos Estados onde não esteja tensionado, é necessário fazer uma logística integrada em que esses cilindros possam ser disponibilizados aqui para Santa Catarina, para o Paraná e para o Rio Grande do Sul”, disse.

Os gestores admitiram o colapso no sistema de saúde da região Sul do país, porém, eles têm a expectativa de estabilização da doença nas próximas semanas.

Compra de vacinas

O futuro ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro Eduardo Pazuello, também participaram do encontro por vídeochamada. Segundo Moisés, eles prometeram a chegada de novas doses da vacina para os três Estados.

Os gestores afirmaram ainda que irão buscar farmacêuticas para a compra de vacinas, porém, reiteraram que a prioridade segue sendo o PNI (Plano Nacional de Imunização).

“Entendemos que é necessária uma estratégia nacional. Temos um acordo entre os governadores que aquele que viabilizar, encontrar alguma frente disponível de aquisição, fará isso buscando intermediação para ingressar essas doses dentro do programa nacional”, explicou Eduardo Leite.

Distribuição de doses

O governo de Santa Catarina iniciou a distribuição de metade das 147,4 mil doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, que chegaram a Florianópolis nesta quarta (17). A previsão é de que até esta quinta, todas as doses estarão distribuídas.

Conforme recomendação do Ministério da Saúde, o Estado encaminhou 73,7 mil doses às centrais regionais para garantir a aplicação da primeira dose (D1) nos grupos prioritários.

A segunda dose D2 será encaminhada posteriormente, tendo em vista que o intervalo de aplicação entre D1 e D2, da Coronavac, é de duas a quatro semanas.

As doses que chegaram a Santa Catarina serão destinadas à vacinação dos trabalhadores da saúde e dos idosos com idade entre 75 a 79 anos – 47%, totalizando 81% deste grupo na região Oeste e 60% nos demais municípios.

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