Risco de câncer de pele permanece mesmo no inverno, diz especialista

Tipo de câncer é comum no Brasil e também exige cuidados em estações mais frias do ano; oncologista alerta para medidas de prevenção

Foto de Laura Machado

Laura Machado Florianópolis

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Em temperaturas mais baixas e dias nublados é comum que as pessoas se exponham mais sem a proteção adequada. Mas especialista alerta para os riscos do câncer de pele pela exposição aos raios UV (Ultravioletas).

Mão com luva de látex avaliando pinta nas costas de paciente de pele branca para ilustrar matéria sobre câncer de peleCâncer de pele é um dos tipos mais comuns da doença no Brasil – Foto: Divulgação/ND

Risco de câncer de pele também é alto no inverno

O médico oncologista Rodrigo Rovere da Oncoclínicas explica que os cuidados devem permanecer em todas as estações, mesmo em dias nublados.

“Embora os riscos sejam mais elevados no verão por exposição maior ao sol, são extensivos às outras estações. Mesmo nessas ocasiões, que dão a falsa sensação de segurança, as pessoas permanecem sujeitas a mais de 80% dos raios UV”, diz.

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O câncer de pele, segundo o especialista, é um dos tipos que mais afeta pessoas no Brasil, por conta do clima tropical. Um dos principais cuidados para diminuir os riscos é evitar os horários de maior incidência dos raios ultravioletas, entre 10h e 16h.

Paisagem nublada vista de baixo para cima, com foco em pista molhadaCuidados no inverno devem ser os mesmos que os nos dias de verão – Foto: Pexels/Divulgação/ND

Orientações para prevenir o câncer de pele

A orientação é evitar exposição direta ao sol por períodos prolongados, mantendo os mesmos cuidados adotados no verão, como a aplicação de protetores solares e uso de roupas com proteção UVA e UVB.

Essas recomendações devem ser seguidas ainda com mais atenção por indivíduos que já tiveram diagnóstico positivo para câncer de pele.

A neoplasia pode surgir em qualquer parte do corpo na forma de manchas, pintas ou sinais e tem altos índices de cura se detectada precocemente. Ao primeiro indício de mudança nessas pintas ou sangramento, é preciso consultar logo um especialista.

As alterações das manchas escurecidas ou pintas podem ser classificadas no sistema ABCDE: Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro e Evolução:

  • Assimetria: quando uma metade da lesão não é igual à outra metade;
  • Bordas: quando a mancha, sinal ou pinta possui um contorno irregular;
  • Cor: caso tenha cores diferentes, entre vermelho, marrom, cinza e preto;
  • Diâmetro: quando a pinta está aumentando de diâmetro;
  • Evolução: caso a lesão tenha mudanças rápidas e recentes em suas características ao longo do tempo, como tamanho, forma e cor;

O diagnóstico é realizado através de exame clínico em consultório ou com o auxílio de exames complementares para a visualização das diferentes camadas da pele, além da realização de uma biópsia.

Para o tratamento será avaliado o estágio da neoplasia e, no caso de cirurgia, após o procedimento o paciente deverá passar por avaliação com oncologista sobre necessidade ou não de tratamento adjuvante, que poderá ser feito com imunoterapia ou terapia alvo.

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