Risco de contaminação por comida ou doenças trazidas pela água da enchente preocupam em SC

Em abrigos de Laurentino e Rio do Oeste, doação de queijos e laticínios sem registro de inspeção animal motivou ação do Ministério Público durante a enchente, nesta segunda-feira (16)

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Redação ND Blumenau

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Doações de alimentos sem a devida certificação sanitária, principalmente de origem animal, nos abrigos para as vítimas da enchente em Rio do Oeste e Laurentino, no Alto Vale do Itajaí, entraram na mira do Ministério Público nesta segunda-feira (16).

Risco de contaminação por alimentos sem certificação sanitária é motivo de preocupação durante a enchente no Alto Vale do Itajaí - Foto: Ministério Público/Divulgação/NDRisco de contaminação por alimentos sem certificação sanitária é motivo de preocupação durante a enchente no Alto Vale do Itajaí – Foto: Ministério Público/Divulgação/ND

Uma recomendação foi expedida à Vigilância Sanitária das duas cidades determinando uma fiscalização nos donativos distribuídos às famílias abrigadas. Caso sejam flagrados produtos em situação irregular ou imprópria para o consumo humano, eles serão recolhidos.

Segundo o MPSC, chegou ao conhecimento da Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Oeste, a entrega de cargas de queijos e outros laticínios sem registro de inspeção junto aos órgãos competentes. Além de trazer riscos à saúde, é proibido disponibilizar para consumo humano produtos que não tenham passado por fiscalização sanitária, informou o órgão.

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A decisão é da promotora de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni e tem como finalidade garantir a condição sanitária exigida para o consumo, com base no Código de Defesa do Consumidor e outras Leis que proíbem a venda de produtos impróprios.

“A ingestão de produtos de origem animal impróprios ao consumo pode ocasionar sérios problemas à saúde dos consumidores (salmonelose, gastroenterite, intoxicação alimentar, teníase, cisticercose, câncer, alterações hormonais, toxoplasmose), podendo levar, inclusive, à  morte”, destaca a promotora.

Com urgência, o Ministério Público estabeleceu o prazo de 24 horas para que as Vigilâncias Sanitárias de Laurentino e Rio do Oeste façam a fiscalização das doações e promovam seu recolhimento, caso encontrem irregularidades. O não cumprimento pode acarretar na adoção de outras medidas mais severas.

Alerta para doenças causadas pelo contato com a água da enchente

Em visita a Taió nesta segunda-feira (16), a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, esteve conferindo de perto a situação das unidades de saúde das cidades mais atingidas pela enchente. Uma documentação terá que ser preenchida e entregue ao Estado pelos municípios que tiveram danos ou prejuízos materiais em meio a catástrofe.

Em entrevista à NDTV, a secretária revelou uma outra preocupação das autoridades que é o risco de contaminação por leptospirose e outras doenças causadas pelo contato com a água da enchente. Sobre este assunto, a secretária trouxe algumas recomendações.

Assista ao vídeo abaixo e saiba quais

Risco de contaminação por doenças trazidas pela água da enchente é motivo de preocupação para autoridades de saúde em Taió – Vídeo: Moisés Stuker/NDTV