Risco de segunda onda preocupa autoridades sanitárias de Florianópolis

"Nosso maior medo é o que está acontecendo na Espanha, com lockdown novamente", afirma secretário municipal Carlos Alberto Justo da Silva

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Movimento no Centro de Florianópolis, em foto de agosto: uso de máscara ė importante para evitar contágio pela Covid-19 – Foto: Anderson Coelho/NDMovimento no Centro de Florianópolis, em foto de agosto: uso de máscara ė importante para evitar contágio pela Covid-19 – Foto: Anderson Coelho/ND

Superada a fase crítica da pandemia, com diminuição da taxa de ocupação de leitos hospitalares e redução de mortes – 13 durante setembro diante 53 óbitos no mês anterior -, o foco agora é evitar uma segunda onda de contágio em Florianópolis.

“Nosso maior medo é o que está acontecendo na Espanha, com lockdown novamente”, afirma o secretário de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, o Professor Paraná. O país acaba de anunciar a volta de medidas restritivas por conta de novos registros de Covid-19, reflexo das últimas flexibilizações.

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A equipe da Saúde, segundo o secretário, vem trabalhando em várias frentes. Além de investimento em diagnósticos de novos casos positivos – “precisamos testar para isolar rapidamente e evitar novas contaminações” -, a secretaria tem avaliado as experiências de outros países no processo de reabertura das escolas e de retomada dos eventos – o que ainda falta liberar em Santa Catarina.

O assunto exige um cuidado especial, conforme o Professor Paraná, porque envolve “situações de alto fator de contaminação, inerentes a aglomerações”. O verão 2020/2021 também está no radar. “Teremos turistas de fora, com aumento de voos e chegada de ônibus, e isso está diretamente relacionado ao índice de contágio em outros locais do país e do exterior”, lembra.

O secretário pondera que a Capital catarinense tem cerca de 400 casos ativos, pessoas que testaram positivo e estão na fase de tratamento e/ou isolamento, e que não pode baixar a guarda. “A meta é garantir o que já temos”, ressalta o médico e professor da UFSC, que faz um apelo para que a população mantenha os cuidados para prevenção à doença.

“Não adianta ter ótimos protocolos como nós temos, tecnicamente adequados, se não forem cumpridos”, disse. “As festas nas casas das pessoas e os encontro das famílias estão mantendo ainda a pandemia”, complementa.

A máscara, acredita, deve continuar a fazer parte do dia-a-dia da população até que exista uma vacina ou um tratamento mais eficiente contra a Covid-19. “Ela é necessária quando existe transmissão comunitária e a gente espera que a etiqueta do uso da máscara se torne um hábito no futuro”, disse o secretário, considerando os casos de gripes e resfriados nos invernos.

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