Mesmo com o COB (Comitê Olímpico do Brasil) disponibilizando vacina contra a Covid-19 aos atletas que foram para as olimpíadas de Tóquio, o surfista Gabriel Medina vai ficar de fora da final do mundial de surfe por não ter se vacinado.
O atleta, que voltou de Tóquio sem medalha, comentou que não vai para Teahupoo, no Taiti, onde será disputada a final do mundial de surfe, por precisar cumprir quarentena por não ter tomado a vacina contra a Covid-19.
Medina fica de fora da última etapa do mundial de surfe por não tomar vacina contra a Covid-19 – Foto: Reprodução/ND“Eu não vou para Teahupoo porque eu não tomei a vacina e aí tem que fazer 10 dias de quarentena. Aí não dá tempo de ir do México, que é uma seguida da outra. Aí vou ser obrigado a não ir. Sacanagem. Mas de boa”, disse Medina durante live.
SeguirMedina é o líder do raking com mais de 13 mil pontos à frente de Ítalo Ferreira, que conquistou medalha de ouro em Tóquio e é o segundo colocado no raking mundial.
Ítalo Ferreira comemora o ouro olímpico no surfe – Foto: Jonne Roriz/ COBA disputa no México será entre os dias 10 e 19 de agosto, já a de Teahupoo entre 24 de agosto e 3 de setembro. Medina esta tranquilo pois tem grande vantagem no tricampeonato mundial.
Nesta sexta etapa do campeonato, Medina soma 46.720 pontos, já Ítalo é o segundo com 33.555 pontos ao todo.
90% dos atletas brasileiros se vacinaram para Tóquio
A vacinação contra a Covid-19 não era obrigatória para os atletas brasileiros que foram para Tóquio, mas o COB disponibilizou o imunizante e vacinou, pelo menos com a primeira dose, 90% dos atletas.
Medina foi para as olimpíadas insatisfeito com o COB, por não poder levar a esposa Yasmin Brunet para Tóquio. Medina afirmou que viajou com sentimento de que falta algo depois que o COB negou uma credencial para sua esposa, a modelo Yasmin Brunet.
Yasmin Brunet fala sobre vida sexual com Gabriel Medina: “demais” – Foto: Instagram/ReproduçãoMedina criticou o COB por não autorizar a presença de Yasmin na delegação. Segundo o atleta, a mulher o acompanhou em todas as etapas para desempenhar a função que era do padrasto, Charles, de preparação mental, nutricional e também no levantamento estatístico.
O COB informou que havia realizado a substituição do padrasto pelo australiano Andy King para atuar como treinador do atleta. Segundo a entidade, somente um profissional que esteja credenciado na lista pode substituir outro.
A entidade disse ainda que “há uma limitação de credenciais para as delegações, e a política do COB é de que os oficiais tenham funções estritamente técnicas”.