Saiba por que Ana Maria Braga pegou Covid-19 após tomar as duas doses da vacina

Imunizantes têm como objetivo proteger contra os quadros graves; apresentadora de 72 anos está com "sintomas leves" e não precisou de internação

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Redação ND Florianópolis

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Na manhã desta segunda-feira (5), Ana Maria Braga precisou ser afastada após positivar para a Covid-19. A apresentadora já tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19, o que suscitou alguns questionamentos sobre a eficácia do imunizante.

Entretanto, como ressaltam especialistas, o principal objetivo da vacina não é garantir que as pessoas não peguem o vírus. Mas sim assegurar que elas não desenvolvam os quadros graves da infecção.

Saiba o por que Ana Maria Braga pegou Covid-19 após tomar as duas doses da vacinaApresentadora passa bem e está com sintomas leves da doença – Foto: Reprodução/Redes Sociais

De fato a apresentadora, de 72 anos, está bem. Ela fez questão de ressaltar nas redes sociais na tarde desta segunda. “Eu não fui internada! Eu fui no hospital, pois testei positivo. Só isso!”,  escreveu Ana Maria Braga no Twitter.

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Ela começou a sentir os sintomas da Covid-19 na noite de quinta-feira (1º), mas imaginava que fosse uma gripe leve. Foi ó quando Ana Maria fez os exames de rotina do programa, realizado duas vezes por semana, que foi detectado o vírus.

A apresentadora foi afastada, mas fez questão de entrar ao vivo no programa direto do hospital de onde fez os exames. Ela queria tranquilizar seu público. Em Santa Catarina, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, de 71 anos, também pegou Covid-19 após as duas doses.

Proteção contra casos graves

O principal objetivo das atuais vacinas é prevenir as formas graves da doença, que necessitam de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e intubação, explica o professor Jefferson epidemiologista e professor da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina).

Os estudos de cada imunizante apresentam as taxas de eficácia global (risco de pegar o vírus) e eficácia para casos graves e moderados, específicos de cada vacina. “A proteção a casos mais graves é sempre bem maior que o todo. Nenhuma vacina propõem a zerar o número de casos, mas sim a zerar o número de casos graves”, detalha o professor.

O resultado é visto, por exemplo, na queda de 75% no número de mortes causadas pela Covid-19 em idosos com mais de 60 anos em Santa Catarina, comparando os dados de março e junho de 2021. Isso porque este grupo está em imunização avançada.

A CNN Brasil divulgou em maio deste ano dados do Ministério da Saúde, mostrando que ocorre uma morte a cada 25 mil pessoas entre os que tomam as duas doses da vacina. A taxa representa 0,004%.

“Conhecendo o inimigo”

Uma forma simples de explicar a importância da vacinação contra a Covid-19, mesmo com a permanência de uma chance pequena de pegar o vírus, é utilizar como metáfora um campo de batalha. A vacina atenua e entrega as estratégias do invasor.

“Alguém que conhece o inimigo, se prepara melhor para combate-lo do que alguém que não o conhece. Você vacina para ensinar o sistema imunológico lutar contra a Covid-19”,

– Traebert

As aramas são as diferentes tecnologias utilizadas em cada vacina – RNA mensageiro (Pfizer e Moderna), vírus inativado (Coronavac), vetor viral (Astrazeneca), para citar algumas.

“O sistema imunológica atuará contra uma forma atenuada, porque ele já esta preparado para fazer frente ao vírus”, concluí Traebert.

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