Efeitos colaterais: saiba quais são as reações da dose de reforço da Pfizer

Efeitos adversos constam na bula da vacina, e não trazem maiores riscos para a população; confira as probabilidades

Redação ND Florianópolis

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Quem foi vacinado com a Pfizer contra a Covid-19 em Santa Catarina, recebe a terceira dose, ou dose de reforço, com o mesmo imunizante. Esta é a recomendação do Ministério da Saúde que é seguida no Estado.

Então, pode-se esperar aquelas mesmas reações adversas? O ND+ apurou as informações da bula da farmacêutica, que informa as probabilidades de cada reação a partir da terceira dose.

Saiba as reações mais comuns para a terceira dose da Pfizer – Foto: Divulgacão/O Trentino/NDSaiba as reações mais comuns para a terceira dose da Pfizer – Foto: Divulgacão/O Trentino/ND

Vale lembrar que a ocorrência das reações são normais e não trazem riscos maiores para a população

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A terceira dose da vacina contra a Covid-19 é aplicada em Santa Catarina desde o dia 15 de setembro.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), “as evidências científicas demonstram segurança e eficácia” na aplicação da terceira dose da Pfizer, recomendada para seis meses após a segunda dose, em pessoas de 18 anos ou mais.

A agência justificou a decisão com base em “dados de estudos científicos que indicam a diminuição dos anticorpos neutralizantes”, “evidências de diminuição de eficácia da vacina” e o surgimento de novas variantes, como a Delta.

A liberação para o uso homólogo da terceira dose da Pfizer em adultos foi anunciada no dia 24 de novembro.

Confira as reações da terceira dose da Pfizer, de acordo com a bula

Reações adversas muito comuns na terceira dose, isto é, que ocorrem em 10% dos que tomaram o imunizante:

  • Dor de cabeça;
  • Dor nas articulações;
  • Dor muscular;
  • Dor no local de injeção;
  • Cansaço;
  • Calafrios.

Reações comuns, que ocorrem entre 1% e 10% das pessoas que tomaram a vacina, estão:

  • Aumento dos gânglio linfáticos (ou ínguas);
  • Diarréia;
  • Vômito;
  • Febre;
  • Inchaço no local da injeção;
  • Vermelhidão no local da injeção;

Reações incomuns, entre 0,1% e 1% dos vacinados são:

  • Erupção cutânea (lesão na pele);
  • Diminuição de apetite;
  • Náusea;
  • Dor nos membros (braço)

Efeitos colaterais comuns entre a primeira e segunda dose

Essas reações são conhecidas de quem já recebeu a Pfizer nas suas primeiras doses.

Conforme a bula da vacina, com base em estudo com mais de 19 mil participantes, as reações da vacina Pfizer mais comuns foram dor no local da injeção (mais de 80%), fadiga (mais de 60%), dor muscular e calafrios (mais de 30%), dor nas articulações (mais de 20%) e inchaço no local da aplicação (mais de 10%).

Se você tomou a vacina e teve menos ou mais reações, isso não é um indicativo da eficiência da vacina.

O infectologista e coordenador do curso de Medicina da Univali, Pablo Sebastian Velho, explica que cada organismo age de maneira diferente.

“Tenho pacientes que fizeram a vacina e não tiveram nada, enquanto colegas médicos ficaram incapacitados no mesmo dia. É diferente”, ressalta. O infectologista também destaca que as vacinas são seguras e que os efeitos adversos são normais.

O que fazer se tiver reações à vacina

Pablo explica que o estado de febre por 48 horas, além de dor no local da aplicação e desconforto no corpo são comuns. “Isso é benigno, transitório e vai passar”, destaca.

Ele recomenda que o paciente não faça uso de anti-inflamatórios, uma vez que a inflamação é importante para o processo de criação de anticorpos. Para aliviar a dor e conter a febre, pode-se usar analgésicos.

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