Saiba qual problema sexual disparou na pandemia, segundo especialista

Especialista em sexualidade humana da plataforma Sexo sem Dúvida, Marlon Mattedi revela as possíveis hipóteses para o crescimento no número de buscas para o problema

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Redação ND Florianópolis

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Ejaculação precoce é um assunto que aterroriza muitos homens quando o assunto é sexo. Segundo estimativa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 30% dos homens brasileiros, independentemente da faixa etária, apresentam a disfunção.

Pesquisa revelou som mais excitante durante o sexo para os brasileiros – Foto: Freepik/ReproduçãoPesquisa revelou som mais excitante durante o sexo para os brasileiros – Foto: Freepik/Reprodução

A novidade fica por conta de um dado alarmante observado pelos especialistas em sexualidade humana da Plataforma Sexo sem Dúvida: aumentou em 50% o número buscas sobre ejaculação precoce durante a pandemia da Covid-19.

“Durante a pandemia esse problema sexual se intensificou. Há várias hipóteses para o aumento no número de casos. Uma delas é o fato de passar mais tempo ao lado da parceria, o que pode acarretar reflexos emocionais. A ansiedade pela restrição de circulação e socialização também podem estar entre as probabilidades”, explicou o psicólogo especialista em sexualidade Marlon Mattedi.

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O especialista explica ainda que o isolamento social e as preocupações com o futuro em razão da pandemia também podem agravar os casos.

“Ficar fechado em casa com filhos, cachorro, sogra, todos juntos, pode gerar mais conflitos e, consequentemente, mais tensão dentro de casa. A falta de contato social e o medo da perda de emprego e renda afetam diretamente a sexualidade”, afirma.

Segundo Mattedi, os problemas no sexo trazem consequências organizacionais do casal, o que pode se estender a família e afetar a todos ao redor.

“É notável a interferência da pandemia sobre o aparecimento das disfunções sexuais entre os casais, e o quanto isso afeta as relações, muitas vezes culminando em ações como separação e possíveis traições”, explica.

Videogame x sexo

Um estudo da Universidade de Rutgers, de Nova Jersey, em parceria com a Universidade Estadual de Nova York, revelou que homens estão preferindo jogar videogames do que fazer sexo nos últimos anos.

As principais causas encontradas no geral para o “problema” foi a diminuição no consumo de bebida alcoólica e o maior acesso à pornografia.

A pesquisa entrevistou por volta de dois mil homens e mulheres entre os anos 2007 e 2017. Entre os jovens de 20 a 24 anos, a proporção dos que afirmam não ter feito sexo no último ano aumentou de 11,7% para 15,2%.

Segundo Mattedi, é importante, se houver disponibilidade, buscar ajuda de um terapeuta sexual.

“Essa é mais uma barreira a ser vencida, mas, sem dúvida, vale a pena porque sexo de qualidade é benéfico para a relação e para a saúde”, afirma.

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