Samu atende mais de duas mil ocorrências em SC nas primeiras 48 horas de 2022

Região que mais solicitou atendimentos foi a Grande Florianópolis, seguida de Joinville e Camboriú

Foto de Yasmin Mior

Yasmin Mior Florianópolis

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Nos primeiros dois dias de 2022, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Santa Catarina atendeu mais de duas mil ocorrências. Um relatório com os números foi divulgado pelo governo do Estado. Nele, estão registradas 2.254 casos emergenciais que precisaram ser atendidos pelo órgão.

Samu atendeu mais de duas mil ocorrências em 24 horas no Estado catarinense – Foto: Marco Santiago/Arquivo NDSamu atendeu mais de duas mil ocorrências em 24 horas no Estado catarinense – Foto: Marco Santiago/Arquivo ND

Do total, 141 atendimentos foram registrados na região de Lages, 404 na região de Joinville, 103 na região de Joaçaba, 458 na região de Florianópolis, 370 na região de Criciúma, 126 na região de Chapecó, 315 na região de Camboriú e 337 na região de Blumenau.

Entre os atendimentos, os que mais chamaram atenção no relatório divulgado pelo governo foram os de doenças cardiovasculares. Em Blumenau, 86 pessoas precisaram de auxílio para tratar do problema. Já em Criciúma, o número foi de 72, e em Florianópolis, 82 pessoas.

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No restante das regiões, o número relacionado com essa ocorrência também é elevado, variando entre sete e 57 atendimentos. Houve também 251 ocorrências neurológicas nestes dois primeiros dias e 209 casos respiratórios.

“Nossos profissionais continuam fazendo a diferença. Tivemos um feriado grande, com festas em várias cidades catarinenses, e fomos capazes de suprir a demanda com agilidade e qualidade”, concluiu o Secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

O Samu atende 100% da população de Santa Catarina, sendo o único órgão a fazer esse trabalho integral na região sul do Brasil. Ele conta com 23 Unidades de Suporte Avançado, 94 Unidades de Suporte Básico e Serviço Aeromédico em dois helicópteros e três aviões.

Sob nova gestão

Desde o primeiro dia de janeiro de 2022, o Samu está sob nova gestão compartilhada entre a SES (Secretaria de Estado da Saúde) e a Fahece (Fundação de Apoio ao Hemosc e ao Cepon). A primeira assumiu as Centrais de Regulação e o serviço aeromédico, enquanto a segunda ficou encarregada da parte operacional do Samu.

Profissionais do Samu estão sob nova gestão – Foto: Marco Santiago/Arquivo NDProfissionais do Samu estão sob nova gestão – Foto: Marco Santiago/Arquivo ND

Agora, a gestão tem 90 dias para levantar todas as medidas necessárias de reestruturação que o órgão necessita no Estado. Uma coisa já é certa: os profissionais do Samu terão a base salarial ajustada, segundo o presidente do SindSaúde/SC (Sindicato dos Trabalhadores na Saúde), Djeison Stein.

Mas indo além dos profissionais, as demandas do órgão são grandes, tanto em âmbito material e estrutural quanto pessoal. Um investimento concreto dentro da estrutura do Samu necessita ser feito, conforme o presidente do SindSaúde/SC.

Isso porque segundo Djeison, as últimas duas gestões foram muito complicadas e não atenderam os funcionários e a população como deveriam.

“Infelizmente os trabalhadores estão sendo jogados à mercê de empresas que só querem lucrar em cima da saúde”, reclamou o presidente do sindicato.

Com a nova gestão, Djeison reforça que espera que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos. “A nossa expectativa é que esse edital emergencial seja um edital que de fato cumpra ao menos com aquilo que é de direito do trabalhador. É de responsabilidade da Fahece tentar garantir aquilo que a OZZ Saúde não cumpriu”.