O Ministério da Saúde ampliou nesta quarta-feira (1º) a vacinação contra a gripe. No entanto, segundo o governo do estado, em Santa Catarina irá manter os grupos prioritários conforme orientado no início desta semana, incluindo crianças de até 12 anos.
Vacina contra a gripe continuará sendo indicada para crianças de até 12 anos em Santa Catarina – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução/NDA SES/SC (Secretaria de Saúde de Santa Catarina), disse que irá analisar o excedente de doses e a situação epidemiológica, em conjunto com os municípios, e fará uma nova orientação.
Quem pode se vacinar contra a gripe em Santa Catarina?
Na segunda-feira (29) a vacina contra a gripe foi liberada para aplicação em crianças de até 12 anos em Santa Catarina.
SeguirA ampliação da faixa etária ocorreu por conta da antecipação da circulação dos vírus respiratórios no estado e do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza em crianças dessa faixa etária.
Com a ampliação, a vacina contra a gripe passa a ser liberada para todas as crianças com idade entre 6 meses a 12 anos de idade. Antes, a dose só era liberada para crianças até 5 anos.
Para os demais grupos prioritários, a aplicação segue sem alteração.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, 80% das internações estão nas faixas etárias de 0 a 12 anos e acima de 60 anos.
Santa Catarina em estado de emergência
Santa Catarina declarou emergência em saúde pública após o crescente número de casos de doenças respiratórias no estado. A medida foi oficializada no Diário Oficial de Santa Catarina nesta segunda-feira (29).
Segundo o documento, o decreto nº 574 declara a existência de “situação anormal”, caracterizada como situação de emergência em saúde pública em todo território.
De acordo com o texto a declaração foi feita para promover a prevenção e enfrentamento da SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).
Santa Catarina entrou em estado de emergência por conta das doenças respiratórias – Foto: Divulgação/Freepik/NDO documento descreve ainda que a medida também é motivada pelo aumento significativo nas internações em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais, pediátricas e para adultos. Assim, os centros de atendimento estão ficando superlotados. Isso, segundo o decreto, representa um alto risco para a saúde da população.
O decreto também dá autorização para que a SES/SC (Secretaria do Estado da Saúde) possa pedir bens e serviços de entidades privadas e edite normas complementares para a situação.