Santa Catarina segue sem previsão de vacinação contra varíola dos macacos. A informação foi confirmada pela SES (Secretaria de Estado da Saúde). De acordo com a pasta, o Ministério da Saúde ainda não passou informações sobre a disponibilização dos imunizantes.
Santa Catarina segue sem previsão de vacinação contra varíola dos macacos – Foto: Eurosurveillance/Divulgação/NDO Estado tem, nesta segnda-feira (25), cinco casos confirmados da doença. Três deles foram informados no último sábado (23). Dois homens foram confirmados com a doença em Florianópolis. Um dos casos foi importado de São Paulo e o outro foi adquirido na capital catarinense. Os pacientes têm 30 e 31 anos, passam bem e seguem em acompanhamento pela Vigilância Epidemiológica.
O terceiro paciente foi um homem de 29 anos, residente de Joinville, com início dos sintomas em 14 de julho. Ele teve contato com um caso suspeito da doença e não tem histórico de viagem ao exterior.
SeguirNegociação de imunizantes
O Ministério da Saúde informou por meio de nota que o Brasil articula com a OMS (Organização Mundial da Saúde) a aquisição da vacina contra a doença. Segundo o Ministério, as negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.
Na UE (União Europeia) a empresa dinamarquesa BAVA.CO anunciou que a Comissão Europeia deu permissão para que a sua vacina Imvanex seja comercializada como proteção contra a doença. O anúncio foi feito pelo laboratório nesta segunda-feira. As informações são da Agência de notícias AFP.
Vacinas da Pfizer para crianças começam a chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro – Foto: Divulgação/ Unsplash/NDPrevenção
De acordo com Ana Cristina Vidor, médica epidemiologista e gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, a doença é transmitida por contato direto, saliva e contato com objetos contaminados.
Como prevenção, Vidor indica a utilização de máscaras de proteção para atendimento ao público e em ambientes fechados, por exemplo.
Para as pessoas que trabalham em contato com roupas de cama como serviços em hotéis e hospitais, por exemplo, a médica recomenda que sejam utilizados equipamentos de proteção.
Outra dica dada pela profissional é que não seja mantido contato próximo com pessoas desconhecidas.
Segundo a médica epidemiologista as pessoas que desenvolveram febre, gânglios (conhecidos como ínguas) mal-estar e/ou lesões na pele devem procurar os serviços de saúde.