Santa Catarina tem 1,7 mil novos casos do coronavírus com oito hospitais lotados

Semana teve maior alta de casos desde o início da pandemia, com índice de ocupação de UTIs subindo acima dos 70% e novo mapa de risco

Redação ND Florianópolis

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Santa Catarina teve uma alta de 1.730 casos do novo coronavírus nesta quinta-feira (12), somando um total de 284.982 desde o início da pandemia.

Os recuperados são 267.425 (93%), e foram 3.282 mortes até então, com inclusão de 14 óbitos neste boletim epidemiológico.

Grande Florianópolis registrou 5 mil casos de Covid-19 em 7 dias – Foto: Reprodução/SSPGrande Florianópolis registrou 5 mil casos de Covid-19 em 7 dias – Foto: Reprodução/SSP

A concentração de casos segue ao Norte, em Joinville, cidade que soma 25.777 casos confirmados. Porém, Florianópolis vem logo atrás, com 24.594, sendo uma das únicas em risco potencial gravíssimo, o maior na escala, juntamente com a região de Xanxerê.

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Em seguida, nas confirmações de casos, seguem Blumenau (16.239), São José (14.037) e Palhoça (9.852).

Mudança no mapa de risco

Atualizado na tarde desta quinta (12), o mapa de risco mantém a Grande Florianópolis com sinal vermelho pela segunda semana seguida, juntamente com Xanxerê, que entrou nesta atualização.

As regiões Carbonífera, Alto Uruguai Catarinense e Oeste passaram do nível alto para o grave (laranja) do mapa. Doze regiões se encontram nesta classificação da matriz.

O Extremo Oeste registrou uma redução do nível de risco. A região, que estava na área laranja no mapa até a semana anterior, agora está classificada com o risco alto (amarelo) e é a única nesta condição.

Novo mapa de risco divulgado pela SES nesta quinta (12) – Foto: SES/Divulgação/NDNovo mapa de risco divulgado pela SES nesta quinta (12) – Foto: SES/Divulgação/ND

Ocupação de UTIs segue em alta

Os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) seguem com uma ocupação alta em relação às últimas semanas, com índice de 72,1% atualmente.

Ou seja, são 1.024 leitos ocupados de um total de 1.420 ativos, sendo 341 ocupados por pacientes da Covid-19 e 683 ocupados por pacientes com outras enfermidades.

No mesmo sentido, o número de hospitais lotados cresceu de cinco para oito, ainda que o Estado tenha 396 leitos livres:

  • Hospital Bethesda, em Joinville
  • Hospital Maicé, em Caçador
  • Hospital São Braz, em Porto União
  • Hospital São José, em Jaraguá do Sul
  • Hospital São José, em Maravilha
  • Hospital Waldomiro Colautti, em Ibirama
  • Hospital Regional Helmuth Nass, em Biguaçu
  • Maternidade Darcy Vargas, em Joinville

São 29 pacientes da Covid-19 internados nesses hospitais, em 103 leitos ativos totais. As unidades com pacientes do vírus são o Maicé, Bethesda, Waldomiro Colautti e São José de Jaraguá do Sul.

Índices de isolamento acima da média

Refletindo o comportamento de quarta (11), foram 36,7% dos catarinenses em casa, uma média maior do que a nacional, que é de 36,2%. Assim, o Estado fica na 14ª posição no ranking do quesito.

Vale ressaltar que as quebras de isolamento foram o principal motivo apontado por especialistas da saúde quando questionados sobre a alta da terça (10), que ocorreu exatos nove dias depois de feriados com praias lotadas.

Maior alta pode representar nova onda

A maior alta se deu na terça (10), com 4,8 mil casos em 24h. Há semanas o Estado confirma mais de 2 mil casos por dia, podendo configurar uma nova onda, na avaliação de alguns especialistas.

“Não há conexão, infelizmente, com outro problema, é uma alta de casos mesmo. Sabíamos que teríamos a dita segunda onda, mesmo mal saindo da primeira. Mas não esperávamos tão cedo, a expectativa é que demorasse mais uns dois meses”, relatou a Superintendente de Vigilância em Saúde, Raquel Bitencourt, em entrevista ao ND+.

A alta não estava nas projeções mais pessimistas das autoridades de saúde, e deve influenciar o mapa de risco do Governo do Estado, que coordena as restrições impostas.

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