Santa Catarina confirmou mais 2.711 casos do novo coronavírus nesta quarta-feira (11), totalizando 283.252 desde o início da pandemia. O número é pouco mais do que a metade do registrado um dia antes – quando ocorreu a maior alta desde o início da pandemia.
Grande Florianópolis já é considerada epicentro da Covid-19 para alguns especialistas – Foto: Anderson Coelho/NDAs mortes foram 3.268 até então, com inclusão de 25 no boletim desta quarta (11), deixando a taxa de letalidade em 1,15%, a menor do país.
A concentração de casos segue ao Norte, em Joinville, cidade que soma 25.663 casos confirmados. Porém, Florianópolis vem logo atrás, com 24.272, e tendo a região como a única em estado gravíssimo no mapeamento de risco do Estado.
SeguirEm seguida, nas confirmações de casos, seguem Blumenau (16.104), São José (13.980) e Palhoça (9.737).
Ocupação de UTIs segue em alta, acima dos 70%
Ainda em alta, o índice de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) está em 71,5%. Do total de 1.414 ativos, são 696 ocupados com pacientes com enfermidades em geral, 315 por pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19, e 403 livres.
Com isso, são seis hospitais que encontram-se superlotados:
- Hospital Bethesda, em Joinville
- Hospital Maicé, em Caçador
- Hospital Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Nova Trento
- Hospital Regional Helmuth Nass, em Biguaçu
- Maternidade Darcy Vargas, em Joinville
Destes, os três primeiros possuem pacientes da Covid-19, sendo que o terceiro, de Nova Trento, está com todos os seus dez leitos de UTI ocupados por pacientes do vírus.
Índices de isolamento crescem
Refletindo o comportamento de terça (10), foram 37,2% dos catarinenses em casa, uma média maior do que a nacional, que é de 36,5%. Assim, o Estado fica na 13ª posição no ranking do quesito.
Vale ressaltar que as quebras de isolamento foram o principal motivo apontado por especialistas da saúde quando questionados sobre a alta da terça (10), que ocorreu exatos nove dias depois de feriados com praias lotadas.
Maior alta pode representar nova onda
A maior alta se deu na terça (10), com 4,8 mil casos em 24h. Há semanas o Estado confirma mais de 2 mil casos por dia, podendo configurar uma nova onda, na avaliação de alguns especialistas.
Conforme apontado, há um aumento da evolução de casos do novo coronavírus em solo catarinense, o que pode ser interpretado como uma nova onda da pandemia.
“Não há conexão, infelizmente, com outro problema, é uma alta de casos mesmo. Sabíamos que teríamos a dita segunda onda, mesmo mal saindo da primeira. Mas não esperávamos tão cedo, a expectativa é que demorasse mais uns dois meses”, relatou a Superintendente de Vigilância em Saúde, Raquel Bitencourt, em entrevista ao ND+.
A alta não estava nas projeções mais pessimistas das autoridades de saúde, e deve influenciar o mapa de risco do Governo do Estado, que coordena as restrições impostas.