Somente no ano de 2023 Santa Catarina já registrou 196 casos de leptospirose. A taxa de letalidade, ou seja, pessoas que vieram a óbito com o diagnóstico da doença é de 4,1%. Os meses de março, abril e janeiro foram os períodos com maior incidência, de acordo com o relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC).
Se comparado com os dados de 2021 e 2022, o estado registrou um aumento nas notificações. Em 2021, 153 casos de leptospirose foram confirmados em Santa Catarina, com registro de 11 óbitos. Em 2022, já foram notificados 194 casos da doença, com o registro de 13 óbitos.
Casos de Leptospirose em SC em 2023 já superam os anos anteriores – Foto: Unsplash/Divulgação/NDOs casos notificados das pessoas que sentiram os sintomas da leptospirose também aumentaram neste ano. Foram 1555. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica alerta a população para o risco de aumento no número de casos de leptospirose após o registro de chuvas intensas no estado. Como no mês de outubro houve a confirmação de um paciente com a doença em Santa Catarina, a Dive não tem conclusões sobre doentes ou notificações após o período de enchente.
Seguir
Dados divulgados pela Dive SC sobre a leptospirose no estado – Foto: Dive SCOs sintomas iniciais da doença podem ser semelhantes aos da gripe, começando de forma abrupta, com febre alta, dor de cabeça, mal-estar e muitas dores no corpo. Um sintoma bastante característico é uma forte dor nas panturrilhas (batata da perna). A doença pode evoluir para casos graves com aparecimento de icterícia, que é quando a pele fica com um tom amarelo-avermelhado.
Na presença dos sintomas, é necessário procurar uma unidade de saúde imediatamente, lembrando sobre a necessidade de relatar ao profissional o contato com a água ou lama de enchente.
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que pode estar presente em ambientes de água doce ou úmidos, como lama e barro. As pessoas podem ser contaminadas através da urina de animais infectados. O rato urbano, que é a ratazana, o rato do telhado é o principal reservatório relacionado a doença. Eles não apresentam sintomas. Outros animais como cães, porcos e gado também podem infectar.